Centro Municipal de Operações de Setúbal"Salto de mentalidades em termos desenvolvimento e organização"

Por Jornal Rostos
Para Eusébio Candeias, a inauguração do Centro - a funcionar no quartel dos Bombeiros Sapadores - mais do que um avanço tecnológico nas operações de socorro é um "salto de mentalidades em termos desenvolvimento e organização".
Mas a entrada em funcionamento do CMOSS é apenas, disse, o "primeiro passo de um longo caminho na prossecução do objectivo de organizar a prestação do socorro de uma forma integrada, congregando todos os seus agentes".
O funcionamento do CMOSS é assegurado, de forma contínua, por operadores de comunicações do Corpo de Bombeiros Sapadores de Setúbal (CBSS) e dos Bombeiros Voluntários de Setúbal (BVS), num total de dez elementos.
O CMOSS está dotado de uma rede telefónica, com "três circuitos alugados, com ligação directa" à PSP, EDP e BVS.
Além disso, está dotado, entre outros instrumentos de trabalho, de uma extensão telefónica do 112, de outra directa ao Hospital do Outão e de um telefone de linha verde, analógica, para utilização gratuita pelos munícipes.
O CMOSS possui, ainda, um sistema de som e alarme de fogo e, outro, de controlo automático de semáforos, que permite o corte e a abertura do trânsito automóvel no sentido quartel da CBSS - Estrada de Algeruz - Cruzamento.
O Centro dispõe, também, de uma central de recepção de alarmes e de um sistema que permite a consulta de ruas e de redes de água, gás natural, da PT e de distribuição da EDP, além da cartografia militar, fotografia aérea e gasoduto.
Os equipamentos informáticos têm ligação à internet, que permite a previsão meteorológica e de marés, a consulta de bases de dados de matérias perigosas e a recepção e envio de correio electrónico.
Por tudo isto, Eusébio Candeias lembrou que "há pouco tempo atrás seria impensável que Corpos de Bombeiros detidos por entidades diferentes e, sobretudo, com estatutos diferentes, pudessem trabalhar em conjunto, partilhando o mesmo espaço".
Com a entrada em funcionamento do CMOSS, enfatizou, "é possível evitar a afectação de meios em excesso a uma mesma ocorrência, quando despachados por centrais independentes, com o risco dos mesmos serem necessários ou insuficientes para outras ocorrências" em simultâneo.
Paralelamente, o Centro permite a "afectação dos meios adequados a cada tipo de ocorrências e agilizar a comunicação entre os intervenientes, contribuindo, assim, para o princípio da unidade de comando".
Reconhecendo que os meios técnicos disponíveis no CMOSS "não são nem os ideais, nem os desejados", mas que o "importante, como tudo na vida, foi começar", o vereador anunciou que o passo seguinte é a "melhoria das condições técnicas".
Essa nova fase, adiantou, "passa por uma reformulação dos meios disponíveis", anunciando que já existe um estudo e que, para a sua implementação, "há a intenção de apresentar uma candidatura no âmbito do novo quadro comunitário de apoio".
Eusébio Candeias disse, ainda, que a "evolução natural será integrar numa central única os restantes agentes de Protecção Civil".
Na cerimónia da inauguração, estiveram presentes, entre outros convidados, o comandante nacional de Operações de Socorro, Gil Martins, e o comandante distrital de Operações de Socorro, Alcino Marques.
Os comandantes dos Sapadores de Setúbal, Mário Macedo, e dos BVS, Paulo Sedas, estiveram, igualmente, presentes.













