Câmara Municipal de SetúbalContra a expansão da actividade da Secil na Arrábida
A Câmara Municipal de Setúbal aprovou, na sua última reunião pública, por maioria, uma moção contra o prolongamento da vida útil da Secil na Serra da Arrábida.
A moção foi aprovada com os votos contra do PS e a ausência do vereador Paulo Valdez, do PSD.

Por Jornal Rostos
A moção, aprovada com os votos a favor dos seis membros do Executivo, refere que a "possibilidade concedida pelo Governo à Secil de expandir a actividade das pedreiras de onde é extraída a matéria-prima para a produção de cimento na fábrica do Outão é, para a Câmara Municipal de Setúbal, uma decisão que contraria as expectativas dos setubalenses e as necessidades do desenvolvimento da região".
Esta resolução governamental vem, na prática, permitir "duplicar o volume de extracção de 18 para 36 milhões de metros cúbicos de massa mineral", o que se traduz no prolongamento da "vida útil da exploração do ano 2021 para 2044 e, consequentemente, a permanência da cimenteira em pleno Parque Natural da Arrábida".
Evitar processos de manutenção da cimenteira naquele local
A Autarquia acha "incompreensível" tal autorização governamental, que ignora o "sentimento dos habitantes e o desenvolvimento harmonioso e sustentável", perante a luta, nos últimos anos, das populações e autarquias de Setúbal contra a co-incineração e também "para que se evite o desenvolvimento de novos processos que justifiquem a manutenção da cimenteira naquele local".
Secil deve cessar actividade num horizonte temporal aceitável
Apesar de o fim da exploração de pedra na serra ser uma questão "bastante complexa", a Autarquia defende o início de uma discussão aprofundada - que ultrapasse "os limites da mera emotividade associada à vontade de preservar a Arrábida [candidata a Património Mundial Natural da Humanidade]" - de forma a colocar a "possibilidade de a Secil começar, progressivamente, a cessar actividade num horizonte temporal aceitável".
Hipotecar o bem-estar das gerações futuras e afectando
"A Câmara Municipal de Setúbal defende, assim, que o Governo deve iniciar imediatamente um processo participado que vise procurar alternativas e soluções para um problema que não pode, de forma alguma, prolongar-se, hipotecando o bem-estar das gerações futuras e afectando, irremediavelmente, um dos mais importantes patrimónios naturais da humanidade", refere o documento.













