Em SetúbalColóquio sobre cancro da mama alerta para comportamentos preventivos

Por Jornal Rostos
A autarca, que participou na sessão de abertura daquele encontro realizado no Auditório Charlot, referiu que o Município tem vindo a melhorar a qualidade dos espaços verdes e apostar na construção de outros.
"O exercício físico e os períodos de descontracção em zonas aprazíveis podem contribuir, como diz a Organização Mundial de Saúde, para evitar cerca de 12 por cento dos casos de cancro da mama", acrescentou Maria das Dores Meira.
A presidente da Câmara lembrou, ainda, que "é da maior relevância consciencializar as pessoas sobre a importância de assumirem a título individual e colectivo, determinados comportamentos preventivos, isto é, serem gestores da sua própria saúde, de terem em atenção os sinais do corpo e de adquirirem estilos de vida mais saudáveis".
Maria das Dores destacou, também, a aprovação pelo Parlamento Europeu de uma resolução que obriga os Estados-membros a disponibilizarem às mulheres entre os 50 e os 69 anos mamografias grátis a cada dois anos.
No entanto, em Portugal, continuou a autarca, a "incidência e a mortalidade continuam a aumentar porque o diagnóstico ainda não é suficientemente precoce e porque, apesar do notável trabalho de várias instituições, ainda não existe um verdadeiro Plano Nacional de Rastreio".
Maria das Dores Meira referiu, ainda, que a Câmara Municipal se prontifica para, em colaboração com a Liga Portuguesa Contra o Cancro e com as Autoridades Locais de Saúde, disponibilizar através dos meios de comunicação da Autarquia toda a informação relevante nas medidas a tomar com a prevenção da doença e da necessidade de diagnóstico precoce.
Na sessão de abertura do colóquio, uma organização conjunta da Liga dos Amigos do Hospital de São Bernardo/Corpo de Voluntariado e Sociedade Portuguesa de Senologia, participaram também o presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Setúbal, Alfredo Lacerda Cabral, e o presidente da Liga dos Amigos do Hospital de São Bernardo, Cândido Teixeira, e a médica da Unidade de Senologia Emília Vaz Pereira.
Os grupos e factores de risco, bem como as medidas de prevenção foram abordados por Emília Vaz Pereira, destacando que, quando há "detecção precoce, um tumor pode ser curado em 80 a 95 por cento dos casos".
A médica falou, ainda, de alguns dos sinais de alerta como nódulos, depressão da pele e alteração de cor, retracção cutânea, corrimento do mamilo, dureza da mama ou da axila e aumento do volume de uma mama em relação à outra. "O auto-exame é essencial, pois a grande parte dos tumores é descoberta pelas próprias pessoas", sublinhou Emília Vaz Pereira.
Questões relacionadas com a fisioterapia no pós-operatório, bem como o acompanhamento psicológico a doentes com cancro estiveram em destaque nas intervenções da fisioterapeuta Paula Picaró e da psicóloga Ana Cristina Nunes. Já a coordenadora do Corpo de Voluntariado "Força de Viver", Maria Canito, fez uma breve apresentação do trabalho realizado por esta equipa de voluntários.
O colóquio contou com alguns momentos musicais e de poesia. A parte musical ficou a cargo de Toy e Piedade Fernandes; a poesia foi declamada pelo actor Fernando Guerreiro.
No âmbito do conjunto de actividades realizadas para assinalar o Mês do Cancro da Mama, celebrado anualmente em Outubro, decorreu, na quinta-feira, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, uma sessão de boas-vindas pela presidente da Autarquia.
Responsáveis da Liga dos Amigos do Hospital de São Bernardo/Corpo de Voluntariado, bem como pessoas que lutam contra a doença ou a conseguiram vencer encheram por completo a sala numa confraternização que terminou com a largada de balões na varanda dos Paços do Concelho.
Maria das Dores Meira apelou às medidas de prevenção a adoptar perante o cancro da mama. "Esta doença a mim toca-me muito, pois vitimou a minha mãe", adiantou.













