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Bastidores

Encontro reúne empresários do ConcelhoFuturo da Quimiparque em debate

No âmbito do período de discussão pública do documento «Desenvolvimento Empresarial e Urbano do Território da Quimiparque – Estratégia e Plano de Acção» os empresários do Concelho tiverem a oportunidade de colocar questões, críticas e sugestões no encontro realizado, no dia 23 de Novembro, no Auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro.

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Encontro reúne empresários do Concelho Futuro da Quimiparque em debate

Por Jornal Rostos

A iniciativa, promovida pela Câmara Municipal do Barreiro (CMB) e pela Quimiparque foi desenvolvida em paralelo pelos dois gabinetes: a Risco SA e Augusto Mateus Associados.

O Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto de Carvalho, recordou as diversas iniciativas realizadas no período de discussão pública com o objectivo de “no início de 2008 chegarmos a um acordo sobre a visão para a Quimiparque para depois a empresa Augusto Mateus Associados fazer um relatório final para um documento de estratégia”.
Aproveitou a ocasião para informar os presentes sobre a reunião realizada, naquele dia, com o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, na qual dialogaram sobre as questões de estratégia para o território da Quimiparque e sobre a Terceira Travessia do Tejo e da importância desta última ter o comboio de alta velocidade, o comboio tradicional e a vertente rodoviária. “Temos de ver as potencialidades e os inconvenientes e potencializar os aspectos benéficos e secundarizar os aspectos negativos em cada um dos territórios de Lisboa e Barreiro”. O autarca considerou “esta reunião importante para consolidar esta estratégia”.
O Presidente adiantou, ainda, que a CMB e os concelhos do Arco Ribeirinho Sul realizam uma acção preparatória de candidatura de cidades com frentes ribeirinhas ao programa POLIS 21. Segundo o edil é uma candidatura interessante que é preciso aprofundar pois a estratégia só vinga integrada numa outra mais global de interligação com outros concelhos”.
Por seu lado, o arquitecto Tomás Salgado da Risco, SA fez uma apresentação do projecto. Segundo o técnico, “o Barreiro deve ser um pólo de emprego”. Neste momento, o trabalho encontra-se numa fase de visão, depois segue-se o projecto e a seguir a concretização. O estudo apresentado contempla três centralidades ligadas por corredores verdes:
A centralidade nº 3 (junto ao Mercado Municipal do Lavradio), envolve actividades a desenvolver a nascente da nova ponte, com actividades industriais, da APL e de logística pesada e especializada explorando sinergias (rodo-ferro-portuária);
Na centralidade nº 2 estão previstas actividades económicas diversas. Indústrias do conhecimento, serviços empresariais avançados. Aqui devem-se manter o hipermercado Feira Nova e o Mestre Maco.
Na centralidade nº 1 uma zona de recreio, a circulação de transportes de passageiros, abrange a revitalização e potenciação de qualidade de vida urbana, através da reabilitação do edificado, requalificação de habitação, comércio, serviços e criação de novos espaços verdes.

Na opinião do arquitecto, para a concretização desta estratégia “temos de entrar em consenso com algumas entidades. Com a REFER pela área que ocupa representa um corte no território do Barreiro” e defendeu que as oficinas devem ser transferidas. Com a APL que tem a jurisdição da área da Tanquipor, da Atlanpor e da Soflusa, pois o estudo prevê a alteração de localização destas últimas duas empresas. Com a RAVE, entidade que gere a Terceira Travessia sobre o Tejo; com a empresa que gere as obras do Metropolitano Sul do Tejo (MST) pois o seu traçado tem de ser revisto. Por último deve-se dialogar com a Soflusa quando se prevê a deslocação do terminal rodo-ferro-fluvial para o litoral norte do território.
Segundo este estudo, a fábrica da Fisipe e a produção de Amoníaco devem-se manter no mesmo local no entanto, está prevista a deslocação da fábrica Sovena/Lusol. Em relação a esta questão, o Administrador da Quimiparque Luís Tavares assegurou que as mudanças das empresas deve ser feitas de forma gradual, “com a colaboração dos empresários da Quimiparque”.
O Presidente lembrou a colaboração da autarquia com o Conselho de Administração da Quimiparque “na resolução imediata de alguns problemas, tais como a deslocação das oficinas da CMB para os terrenos da Quimiparque, a instalação do quartel dos Bombeiros Sul e Sueste no mesmo território, a construção das novas instalações da PSP para o mesmo local e o novo atravessamento Barreiro – Lavradio.

No período reservado à intervenção do público, foi referida a proximidade do Concelho da Moita e se tinha sido contemplada a ligação dos dois concelhos. Em resposta, Gonçalo Caetano, da Augusto Mateus Associados esclareceu que este estudo prevê “pôr o Barreiro a dialogar com os outros concelhos. O Barreiro deve ser visto como centro empregador com pessoas de Almada, Seixal, Moita e Montijo e um local que consiga captar população para residir neste território”. Gonçalo Caetano defende que esta visão só será realidade com a “vontade forte das populações, do poder político e dos parceiros”. Ainda sobre a mesma questão, Tomás Salgado mencionou a importância de um corredor que venha a ligar o Barreiro ao Concelho da Moita.

Um empresário pretendeu saber se a zona de protecção do Hospital Nossa Senhora do Rosário definida em PDM estava salvaguardada em relação à passagem do TGV. O Presidente da CMB esclareceu que o comboio de alta velocidade passará através de túnel.

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