Concelho de AlcocheteCâmara Municipal atribui medalhas no âmbito do 110.º Aniversário da Restauração do Concelho
Com estas condecorações, a Câmara Municipal distingue assim “pessoas singulares ou colectivas, nacionais ou estrangeiras que se destacam pelo seu contributo e empenho nas suas funções, quer no âmbito do Município quer fora dele, desde que a sua actividade seja benéfica para o mesmo e/ou para a população”.

Por Jornal Rostos
Durante a sessão solene comemorativa dos 110 Anos da Restauração do Concelho a realizar no próximo dia 20 de Janeiro, às 18,30 horas, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, a Câmara Municipal atribuirá a Medalha D. Manuel I a três entidades: Sociedade Imparcial 15 de Janeiro de 1898, Sociedade Filarmónica Progresso Labor e Samouquense e Fundação Gonçalves Júnior.
A Medalha D. Manuel I visa distinguir “pessoas individuais ou colectivas que, pelos seus feitos se destacaram em serviços distintos e altamente meritórios prestados ao Município ou aos seus habitantes, de forma exemplar e duradoura, e cujo nome tenha ficado, por tal facto, intrinsecamente ligado à vida e à História do Município”.
João Ferreira Rosa e Eugénia Casadinho serão as duas personalidades homenageadas com a medalha da Restauração, a qual distingue “pessoas individuais e colectivas que, por actos por si praticados, tenham de forma notória contribuído para o engrandecimento do nome do Concelho, quer pela investigação e divulgação dos seus valores culturais, quer por se terem notabilizado em qualquer ramo de arte ou de ciência e ainda pela dedicação evidenciada nos serviços prestados ao Município ou aos seus habitantes”.
Sociedade Imparcial 15 de Janeiro de 1898
As sucessivas gerações, que têm assegurado a existência da centenária Sociedade Imparcial 15 de Janeiro de 1898, contribuíram decisivamente para a excelência da interpretação musical dos seus elementos nos nossos dias. Durante os seus 110 anos de existência promoveu as artes do teatro, do canto e da música, embora o seu ponto forte seja sem dúvida a sua escola de música, a sua banda e, mais recentemente, em 1997, o renascer do seu orfeão.
Os êxitos obtidos ao longo da sua longa existência são fruto do muito esforço e dedicação dos seus elementos. A Medalha de Mérito Cultural atribuída pela Secretaria de Estado da Cultura, a Medalha de Ouro do Concelho de Alcochete, a Medalha da Restauração do Concelho de Alcochete, o reconhecimento de Instituição de Utilidade Pública, os dois troféus RTP “João Moreira de Almeida” para a Melhor Banda de Música Taurina, o 1.º Prémio do Certame Internacional de Bandas de Música da Cidade de Valência, o 3.º lugar no 8.º Concurso Bandistico Internazionale “Flicorno D’Oro” em Riva Del Cardal, ou o 1.º Concurso Internacional de Bandas do Ateneu Artístico Vilafranquense, são alguns dos momentos alttos da Banda.
O prestígio, o sucesso e a qualidade ímpar da Sociedade Imparcial 15 de Janeiro de 1898 são factores de um genuíno orgulho para os habitantes deste concelho da Região de Setúbal.
A Câmara Municipal de Alcochete presta homenagem à Sociedade Imparcial 15 de Janeiro de 1898, aos dirigentes, músicos e sócios, pelo seu contributo para a divulgação e prestígio do Concelho de Alcochete.
Sociedade Filarmónica Progresso e Labor Samouquense
Com 88 anos de existência, a Sociedade Filarmónica Progresso e Labor Samouquense é uma instituição de utilidade pública com um imenso historial e experiência na promoção da cultura e da educação musical.
Alicerçada na sua Banda de Música, esta ilustre colectividade apresenta um elevado dinamismo com a estreia do Grupo Coral, em 2007, e a promoção de numerosas iniciativas de índole recreativa e desportiva na sua nova sede.
A afirmação da sua Banda de Música em território nacional alia-se à projecção internacional com destacada presença nas “Fiestas de Las Angustias”, na cidade de Ayamonte, e na “Cabalgata de Reyes”, de Alosno, em Huelva.
A Câmara Municipal de Alcochete presta homenagem à Sociedade Filarmónica Progresso e Labor Samouquense, aos sucessivos órgãos directivos, músicos e sócios, pelo seu contributo para a divulgação e prestígio no Concelho de Alcochete.
Fundação João Gonçalves Júnior
Desde a sua constituição em 1953, por vontade expressa em testamento de Dona Mariana Gonçalves Dias de Sousa Rodrigues, filha de João Gonçalves Jr., que a Fundação perpetua o nome do abastado salineiro de Alcochete, assumindo uma função social exemplar, relevante e imprescindível com a sua acção de apoio aos mais desfavorecidos e às crianças.
Mais de meio século ao serviço da população com um trabalho ímpar e de qualidade, a Fundação João Gonçalves Júnior assume também um papel preponderante na preservação da memória e cultura locais através da exploração artesanal da salicultura.
A Câmara Municipal de Alcochete presta homenagem a esta instituição particular de solidariedade social pelo seu inigualável contributo na educação e bem-estar de milhares de concidadãos e por ser responsável pela preservação de um património ambiental, cultural e histórico, único no Concelho.
Fadista João Ferreira Rosa
João Ferreira Rosa nasceu em Lisboa no dia 16 de Fevereiro de 1937, mas viveu parte da sua infância em Angola, regressando a Portugal continental quando tinha cinco anos. Recorda esse tempo passado num ambiente descontraído e de relativa liberdade.
A rebeldia e irreverência marcaram a sua juventude, características que levaram, juntamente com o gosto pelos cavalos, a frequentar a Escola Agrícola de Santarém. Desiste dos estudos e a sua aversão aos estudos levam-no, de novo, a África, onde finalmente consegue frequentar o 7.º Ano do Liceu de Ciências. De regresso a Lisboa após dois anos de ausência, arranja um primeiro emprego no Palácio Foz a realizar tarefas administrativas. A vida boémia da capital proporciona-lhe muitas noites de farra e a sua estreia como fadista aconteceu aos microfones da antiga Emissora Nacional, no programa “Nova Onda”.
Em Abril de 1966 abre a “Taverna do Embuçado” em Alfama, um restaurante de luxo da capital, “catedral” do fado e local de actuação de grandes nomes da tradição fadista portuguesa.
Com uma vida sentimental intensamente vivida, assume que, actualmente, as suas duas paixões são o Palácio de Pintéus, em Loures, que recuperou da ruína, e a Vila de Alcochete, onde tem casa no Núcleo Histórico e que lhe proporciona o convívio com um povo “nobre”, amigo e apreciador de fado.
Desde que se conhece que sente prazer em cantar e os fados de Amália Rodrigues, seu ídolo, foram o refúgio para fugir a muitas praxes escolares.
Monárquico convicto, um dos fados mais carismáticos, o “Embuçado”, continua a ser escutado em muitos espectáculos a que o fadista acede, com generosidade, em dar o seu contributo para a angariação de receitas a favor de muitas colectividades de Alcochete.
A Câmara Municipal de Alcochete presta a sua homenagem ao fadista João Ferreira Rosa como reconhecimento pelo seu valor como artista e pelo seu amor e generosidade a Alcochete e às suas gentes.
Eugénia Maria de Assis Casadinho Costa Macedo
Eugénia Maria de Assis Casadinho Costa Macedo nasceu em Montemor-o-Novo em 22 de Abril de 1941 e iniciou os seus estudos no Colégio “Mestre de Avis” na terra natal. Conclui o Curso de Professora do 1º Ciclo em 1964 na cidade de Évora.
Já com experiência na função de docente decide optar pelo Ensino Especial, área onde desenvolve actividade até à sua aposentação. É nesta fase da sua vida que frequenta o Curso de Educação pela Arte da Fundação Calouste Gulbenkian e os Cursos de Pintura Artística e de Desenho na Sociedade Nacional de Belas-Artes.
Exerceu durante dois mandatos autárquicos o cargo de deputada municipal na Assembleia Municipal de Alcochete e, há mais de uma década, que integra a Comissão de Protecção de Menores de Alcochete.
Nos órgãos directivos da Escola Comunitária de Alcochete há largos anos, sendo actualmente Vice-Presidente, e dinamizadora do Núcleo de Artistas Plásticos, Dona Eugénia, como afavelmente é tratada, transmite a sua alegria de ser e viver com o trabalho como voluntária na dinamização do ensino artístico e educação pela arte junto dos alunos do 1.º Ciclo do Ensino Básico do concelho e na actividade desenvolvida no âmbito da Escola Comunitária.
A Câmara Municipal de Alcochete presta a sua homenagem a Eugénia Casadinho pelo seu contributo para a construção de uma sociedade mais solidária, mais altruísta e mais fraterna.













