onte Barreiro-Chelas será rodo-ferroviária“UMA VITÓRIA DO BARREIRO, DA MARGEM SUL, DA AML E DO PAÍS”

Por Jornal Rostos
De acordo com o autarca, a Câmara Municipal tem acompanhado, sistematicamente, este processo. A localização da terceira travessia do Tejo rodo-ferroviária está inserida numa estratégia defendida pela Autarquia na qual Lisboa possa vir a ser “uma grande cidade de duas margens, polinucleada, com várias centralidades, em que o rio Tejo é um elemento aglutinador, a maior praça do país e consideramos que esta decisão ajuda à concretização desta estratégia”.
O edil referiu que o trabalho desenvolvido pretende que o Barreiro seja “uma centralidade na Área Metropolitana de Lisboa, baseada na sua localização e nas infraestruturas de mobilidade de transportes. É importante que o Barreiro se afirme diferenciadamente de cada um dos outros 17 municípios da Área Metropolitana de Lisboa”.
Carlos Humberto de Carvalho considerou este anúncio “importante para o país, para a Área Metropolitana de Lisboa, para a Península de Setúbal e até para o Alentejo e muito importante para o Concelho do Barreiro e pensamos que hoje podemos ter uma visão mais próxima do que poderá vir a ser o Barreiro no futuro”.
CMB aposta num desenvolvimento sustentado e sustentável
Segundo o Presidente a Autarquia defende um Barreiro com melhores acessibilidades, em que “é preciso reforçar o seu centro e as suas zonas ribeirinhas do Tejo e Coina e por isso temos uma iniciativa municipal de Programação da Área Ribeirinha” – (IMPAR).
O Presidente destacou a estratégia para o futuro do território da Quimiparque, que visa “transformá-lo em elemento aglutinador de desenvolvimento sustentado e sustentável que queremos para o Concelho do Barreiro. Entramos numa fase nova, em que o Barreiro pode ajudar a transformar Lisboa numa das principais capitais da Europa”. Recordando o importante papel do Barreiro no século XX, o Presidente afirmou que “o que queremos para o Barreiro é que o século XXI seja a continuidade da modernidade do ponto de vista tecnológico que foi no passado. O que pretendemos é entrar numa fase qualitativa, tanto do ponto de vista do emprego e da população e do nível da qualidade de vida e do rendimento per capita da sua população”.
Para o futuro, é preciso que o Barreiro esteja preparado para a nova fase, “do ponto de vista logístico, estrutural e técnico. É preciso continuarmos a ver o Arco Ribeirinho Sul como um todo e ter uma visão integrada que se complemente entre este Concelho e Lisboa”, referiu.
Novos investimentos para o Barreiro
O edil quer saber como a ponte será inserida na malha urbana, como serão as novas acessibilidades e quanto aos aspectos económicos, considerou necessário “chamar novas empresas e novas tecnologias, atraindo para o Barreiro equipamentos âncora ao nível do emprego e desenvolvimento. É preciso que a gente da margem norte da ponte venha para a margem sul”.
Carlos Humberto de Carvalho adiantou que as Câmaras de Lisboa e Barreiro têm reunido no sentido de criar uma articulação e “perceber a inter penetração das ligações tanto ferroviárias como rodoviárias à malha urbana e as ligações rápidas e fáceis à margem sul”.
Paralelamente, a Autarquia tem reunido com a RAVE para acompanhar as questões ao nível da alta velocidade e ao nível rodoviário e ferroviário, do ponto de vista sócio-económico.
“No fundamental a construção da Ponte Barreiro Chelas facilita e potencia a concretização da estratégia que temos para o Barreiro” afirmou, a terminar, o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro.













