Presidentes das Câmaras de Palmela, Setúbal e SesimbraReafirmam que não desistem de procurar soluções que permitam impedir a co-incineração na Arrábida
As Câmaras Municipais de Palmela, Setúbal e Sesimbra afirmam absoluto respeito pela decisão do Supremo Tribunal Administrativo sobre a co-incineração na Arrábida, mas, em declaração conjunta dos presidentes das câmaras municipais sublinham que é “uma decisão que fere gravemente direitos e expectativas e contraria a opinião da maioria da população destes concelhos”.

Por Jornal Rostos
“As Câmaras Municipais de Palmela, Setúbal e Sesimbra afirmam absoluto respeito pela decisão de 10 de Janeiro de 2008 do Supremo Tribunal Administrativo sobre a co-incineração na Arrábida.
Não podem, contudo, deixar de salientar que estamos perante uma decisão que fere gravemente direitos e expectativas e contraria a opinião da maioria da população destes concelhos que, em várias ocasiões, tiveram a oportunidade de rejeitar, com clareza, a co-incineração em pleno Parque Natural da Arrábida.” – sublinha uma declaração conjunta dos presidentes das câmaras municipais de Palmela, Setúbal e Sesimbra.
Cimenteira funciona numa das zonas do país com mais restrições às actividades humanas
“É incompreensível que os juízes do Supremo Tribunal ignorem todo o historial de contestação popular a este processo e toda a argumentação técnica, económica e política produzida em defesa da tese de rejeição da queima de resíduos perigosos numa cimenteira que funciona numa das zonas do país com mais restrições às actividades humanas.” –acrescentam os autarcas.
Decisão que legitima as populações a fazerem uso do seu direito à indignação
“As Câmaras Municipais de Palmela, Setúbal e Sesimbra reafirmam que não desistem de procurar soluções que permitam, no campo jurídico e institucional, impedir a co-incineração na Arrábida, de forma a cumprir o que tem sido o desejo manifestado por largos sectores das populações destes concelhos.
Por outro lado, acreditam que estamos perante uma decisão que legitima as populações a fazerem uso do seu direito à indignação por uma decisão contrária à defesa dos interesses das pessoas que aqui vivem e trabalham, da região e do País.” – refere a declarçõ subscrita por Ana Teresa Vicente, Presidente da Câmara Municipal de Palmela; Maria das Dores Meira, Presidente da Câmara Municipal de Setúbal e Augusto Pólvora, Presidente da Câmara Municipal de Sesimbra.













