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Bastidores

SetúbalCo-incineração: providência cautelar

As câmaras municipais de Setúbal, Palmela e Sesimbra entregaram hoje à tarde, no Tribunal Administrativo e Fiscal de Almada, uma nova providência cautelar para interromper a co-incineração de resíduos industriais perigosos (RIP) na cimenteira da Arrábida.

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Setúbal Co-incineração: providência cautelar

Por Jornal Rostos

O requerimento procura que sejam provisoriamente suspensos os licenciamentos ambiental, de instalação e de exploração que o Ministério do Ambiente atribuiu à Secil e que permitem à empresa co-incinerar RIP na fábrica localizada no Parque Natural da Arrábida.

A acção movida pelas três autarquias, entregue pela presidente da câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira, e o advogado do processo, Castanheira Barros, sustenta que existe perigo na produção de danos irreversíveis ou de difícil reparação para a saúde pública caso a co-incineração prossiga naquelas instalações fabris.

Esta acção cautelar sustenta-se num novo estudo, além de outros já apresentados anteriormente. A nova investigação foi realizada por Carlos Palmeira, da Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade de Coimbra, e revela que existe um elevado grau de perigo para os pulmões após exposição a pequenas quantidades de dioxinas resultantes do processo da co-incineração de RIP.

O Tribunal Administrativo e Fiscal de Almada deve pronunciar-se sobre o pedido de providência cautelar no prazo máximo de 48 horas. Em caso de decisão favorável, a co-incineração tem que ser imediatamente interrompida na cimenteira do Outão, localizada na serra da Arrábida.

Maria das Dores Meira salientou após a entrega da nova acção jurídica que continua com esperança num resultado positivo. “A verdade está do lado nosso lado e achamos que os estudos que sustentam o processo têm credibilidade”, sublinhou.

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