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Bastidores

Câmara Municipal de GrândolaDevolve à Comunidade Edifício ocupado pelo PCP

“Desde 2003 que o Município de Grândola manifestou ao PCP em diversas ocasiões, o interesse e o desejo de que este património fosse devolvido à Comunidade. No entanto, e não obstante as insistências, não só nunca houve uma resposta concreta por parte do PCP como inclusivamente, pasme-se, este Par-tido, considera que solução para a sua saída do Edifício é uma “obrigação da Câmara” – refere um comunicado da Câmara Municipal de Grândola.

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Por Jornal Rostos

“O PCP ocupa desde 1983, a troco do pagamento de uma renda mensal de 7,48€ (1500$00), todas as instalações dos antigos Paços do Concelho, Tribunal e Cadeia, numa área útil de cerca de 500 m2, com 14 salas, num Edifício que é propriedade da Autarquia e que constitui um Património Histórico da Comunidade Grandolense.
Desde 2003 que o Município de Grândola manifestou ao PCP em diversas ocasiões, o interesse e o desejo de que este património fosse devolvido à Comunidade. No entanto, e não obstante as insistências, não só nunca houve uma resposta concreta por parte do PCP como inclusivamente, pasme-se, este Par-tido, considera que solução para a sua saída do Edifício é uma “obrigação da Câmara”. – refere um comunicado da Câmara Municipal de Grândola.

Denúncia do Contrato de Arrendamento celebrado entre a Autarquia e o Centro de Trabalho do PCP

“Deste modo, tendo em conta o interesse do Município e da Comunidade Grandolense, tendo ainda em conta o estado de degradação do Edifício, o seu valor Histórico e Patrimonial e fazendo uso das prerrogativas que a Lei lhe concede, o Município aprovou na reunião da Câmara Municipal do dia 31 de Janeiro, com os votos contra dos eleitos do PCP/CDU, a denúncia do Contrato de Arrendamento celebrado entre a Autarquia e o Centro de Trabalho do PCP, devendo nos termos da Lei, o prédio ser desocupado no prazo de 120 dias, sendo o Partido Comunista indemnizado no montante previsto na Lei.
O PCP, em comunicado tornado público, veio classificar a atitude agora tomada pelo Presidente da Câmara como arrogante, prepotente, autoritária e anti-democrática. Estas acusações seriam ofensivas, não fosse o caso de ser isso, precisa-mente, o que a Comunidade de Grândola pensa de uma força politica que ocupa desde 1974 um Edifício Público de grande valor Histórico e Patrimonial, que em vez de ser usado apenas só por alguns, deveria estar, por direito, ao serviço de Todos os grandolenses.” – sublinha a autarquia.

Todas as oportunidades para que o PCP pudesse encontrar uma solução alternativa digna

“A atitude do PCP de Grândola, essa sim, fala por si. Mas é importante esclarecer a população do Concelho que o Município de Grândola proporcionou, ao longo dos últimos 5 anos, todas as oportunidades para que o PCP pudesse encontrar uma solução alternativa digna, conforme sempre defendemos, tendo até a Autarquia se disposto a ajudar nas obras que fossem necessárias realizar.
Agora, o que nunca faremos, seja qual for a situação ou a entidade em causa, é deixar de defender, intransigentemente, os superiores interesses da população do nosso Concelho e da Comunidade grandolense, razão única da medida agora tomada e que, estou seguro, recolhe o apoio da esmagadora maioria do Povo do Concelho de Grândola.” – acrescenta a finalizar o comunicado da Câmara Municipal de Grândola.

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