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Bastidores

Câmara Municipal da MoitaContra as reescritas da história e as amnésias de conveniência

“Por esta ocasião, contra o fatalismo, a resignação e as falsas «inevitabilidades», reafirmamos convictamente que é tendo como impulso e referência inspiradores os ideais e valores do 25 de Abril que Portugal poderá tornar-se efectivamente um país mais justo, mais solidário e mais fraterno, seguir um rumo de desenvolvimento ao serviço de todos e não apenas das oligarquias e dos mais poderosos” – refere a Câmara Municipal da Moita, na saudação distribuida evocando o 25 de Abril.

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Câmara Municipal da Moita Contra as reescritas da história e as amnésias de conveniência

Por Jornal Rostos

Divulgamos o texto integral da saudação da Câmara Municipal da Moita

CÂMARA MUNICIPAL DA MOITA

SAUDAÇÃO

COM ABRIL
POR UM FUTURO MELHOR

Na passagem do 34º aniversário da inesquecível jornada libertadora de 25 de Abril de 1974, profundamente solidários com o que esta efeméride representa no imaginário, na memória e nos sentimentos do povo português, voltamos por imperativo de consciência a prestar homenagem a todos os que, ao longo de quase cinco décadas de opressão, medo e terror, com a sua luta, coragem e abnegação, prepararam o caminho para o derrubamento da ditadura fascista e para a conquista da liberdade que viriam a ser concretizados pela acção decisiva e histórica dos «capitães de Abril» e do Movimento das Forças Armadas, a quem o país deve uma duradoura gratidão.

Por esta ocasião, contra as reescritas da história e as amnésias de conveniência, reafirmamos de forma inequívoca e vigorosa que, passados 34 anos, é tempo não de arrumar a Revolução de Abril nas prateleiras esquecidas e poeirentas da história nacional mas de revalorizar o profundo significado e a imensa projecção modernizadora dos direitos, conquistas, avanços e progressos, que, em múltiplos domínios, trouxe à sociedade portuguesa, pesem embora legítimas insatisfações, preocupações e frustrações com diversos aspectos da posterior evolução da vida nacional.

Por esta ocasião, contra o fatalismo, a resignação e as falsas «inevitabilidades», reafirmamos convictamente que é tendo como impulso e referência inspiradores os ideais e valores do 25 de Abril que Portugal poderá tornar-se efectivamente um país mais justo, mais solidário e mais fraterno, seguir um rumo de desenvolvimento ao serviço de todos e não apenas das oligarquias e dos mais poderosos, alcançar os patamares de bem-estar e justiça social que correspondam às aspirações das portuguesas e dos portugueses e assegurar um constante aprofundamento da democracia política em que o respeito pela autonomia e a garantia da capacidade de realização do poder local democrático terá, necessariamente, de ocupar um lugar essencial.

À beira do 1º de Maio – Dia Internacional dos Trabalhadores - e jornada, em termos nacionais, historicamente indissociável do 25 de Abril, com plena e firme consciência do papel dos trabalhadores na criação da riqueza nacional e no conjunto da vida do país, manifestamos uma activa solidariedade com as lutas, preocupações e anseios do mundo do trabalho e reafirmamos que o combate ao desemprego, à precariedade, aos baixos salários, à restrição e ofensa dos direitos sociais conquistados é um imperativo maior do tempo que vivemos e uma exigência de primeiro plano para travar retrocessos a todos os títulos inadmissíveis nestes primeiros anos do século XXI e do terceiro milénio.

E, por fim, com os olhos postos no presente e futuro do nosso país, saudamos fraternalmente as jovens gerações, apelando à sua massiva e empenhada participação nas comemorações do 25 de Abril e do 1º de Maio, com uma imensa confiança e uma forte esperança na contribuição decisiva que lhes cabe dar para a construção de uma sociedade com mais justiça social, mais democracia, mais e melhor progresso económico, social e cultural e para rasgar as avenidas para um futuro melhor.

VIVA O 25 DE ABRIL, SEMPRE!
VIVA O 1º DE MAIO!

Moita, 23 de Abril de 2008

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