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Bastidores

Em Setúbal - Conferência: As crianças e a violênciaPresidente da Câmara de Setúbal sublinha sucesso da articulação entre autarquia e instituições

“O que há de mais cruel é fazer sofrer os mais pequenos”
Na abertura da IV Conferência Meninos de Oiro “Vítimas de Vítimas”, a presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, apontou hoje, num seminário, o sucesso da articulação entre autarquia e instituições, nos programas de prevenção da violência infantil e de defesa dos direitos das crianças.

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Por Jornal Rostos

Na abertura da IV Conferência Meninos de Oiro “Vítimas de Vítimas”, na Escola Superior de Tecnologia de Setúbal, a autarca setubalense deu como exemplos da prossecução dos objectivos de apoio à formação e defesa dos direitos da população infantil os programas “Escolhas de Terceira Geração” e “Espaço Aberto”, que visam uma intervenção de proximidade junto das populações.

Prevenção da violência doméstica e da exploração do trabalho infantil

O comunicado da Câmara Municipal de Setúbal acrescenta que a acção da autarquia se alarga à prevenção da violência doméstica e da exploração do trabalho infantil, ao integrar o projecto “Bem-me-Quer” e o “Programa PETI”.

“A Câmara Municipal de Setúbal tem procurado cumprir sempre com as atribuições que lhe cabem no que respeita à promoção da defesa dos consagrados direitos das nossas crianças. Nesse sentido, temos promovido a adequada e contínua formação dos técnicos municipais envolvidos nos diversos programas previstos e executados”, afirmou Maria das Dores Meira.

“O que há de mais cruel é fazer sofrer os mais pequenos”
Maria do Céu Guitart, presidente da Associação Meninos de Oiro, instituição promotora do seminário, referiu que “o que há de mais cruel é fazer sofrer os mais pequenos” e que “não se pode continuar a confundir a realidade com uma mera novela que passa à nossa volta”, pois “a responsabilidade é de todos”.

“o pior inimigo de uma criança vítima de violência é o silêncio”,

Já para a vice-presidente da Meninos de Oiro, Ana Barbosa, “o pior inimigo de uma criança vítima de violência é o silêncio”, acrescentando que as soluções passam por “dar voz” a quem não a tem, dotando-se a sociedade e as famílias de mecanismos eficazes ao nível da prevenção da violência. “Temos de pensar numa engenharia social para a criança e não estarmos cingidos apenas à lei.”

Lançado o debate, os trabalhos sucederam-se distribuídos por três painéis temáticos. O primeiro discutiu a “Violência na Sociedade e no Mundo”, o segundo visou o tema da “Violência na Família” e, por último, foi analisada a “Violência na Escola”.

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