Memorial ao Pescador em Setúbal"A nossa homenagem e a saudade dos tão valorosos e infortunados conterrâneos"
O monumento, inaugurado sábado de manhã, no Cemitério de Nossa Senhora da Piedade, "pretende ser símbolo evocador que torna perene o nosso respeito, a nossa homenagem e a saudade dos tão valorosos e infortunados conterrâneos", frisou Maria das Dores Meira.

Por Jornal Rostos
Dezenas de familiares e amigos de pescadores desaparecidos na faina assistiram ao acto, num misto de emoção, ao recordarem as perdas, e de gratidão, pois agora têm como simbolizar essa dor.
O padre Vítor Portugal, da paróquia de S. Sebastião, em representação do bispo de Setúbal, abençoou a escultura, descerrada por Maria das Dores Meira e pelo presidente da Comissão de Festas de Nossa Senhora do Rosário de Tróia, Armando Oliveira, que garantiu que agora "familiares e amigos têm um espaço de culto para prestarem as últimas homenagens".
A cerimónia, integrada nas comemorações do Dia do Pescador, contou ainda com a presença do escultor angolano Domingos Laurindo, autor da peça, que ilustra um naufrágio. A força das ondas, a popa de uma embarcação que se está a afundar e uma âncora que simboliza a morte são os elementos representativos da escultura, que demorou pouco mais de dois meses a ser feita. A escultura contou com o apoio mecenático da Limpersado e da Américo de Oliveira.
A primeira fase do memorial instalado no Cemitério da Piedade está concluída. De seguida, o nome de cada pescador desaparecido na faina será gravado numa bóia de mármore, com a ajuda de familiares e amigos, e posteriormente fixada na escultura.
A cerimónia foi antecedida de deposição de flores no Monumento ao Homem do Mar, junto da doca dos pescadores.













