Saltar para o conteúdo
Bastidores

Câmara Municipal de SetúbalHá uma redução de 48 por cento em relação ao valor estabelecido por lei para o endividamento líquido

"A recente divulgação de alguns indicadores sobre a gestão financeira das autarquias portuguesas por um anuário de uma organização profissional de técnicos de contas é o mais recente pretexto utilizado pela Comissão Concelhia de Setúbal do Partido Socialista para exercitar a demagogia em que se estão a especializar os responsáveis locais deste partido." - refere a Câmara Municipal de Setúbal.

3 min de leitura
Câmara Municipal de Setúbal Há uma redução de 48 por cento em relação ao valor estabelecido por lei para o endividamento líquido

Por Jornal Rostos

"Aproveitando os números de um estudo que se reporta às contas municipais de 2006, o PS projecta-os para 2008 para satisfazer a necessidade partidária de apresentar serviço. Um mau serviço, diga-se, já que os resultados da conta de gerência de 2007 – aqueles que deveriam ser alvo de análise – revelam uma realidade completamente diferente dos números que o PS, de forma oportunista, utiliza.
A Câmara Municipal de Setúbal reconhece que a sua situação financeira não é a melhor. É um facto incontroverso. Porém, é inegável que a situação financeira é hoje incomparavelmente melhor do que em 2001, quando a CDU herdou, por força do voto popular, uma autarquia técnica e financeiramente falida. Os responsáveis por essa falência, os setubalenses sabem-no, são os que agora acusam a actual gestão municipal." - acrescenta o comunicado da autarquia setubalense.

Os números de 2007 que o PS não quer ver porque não lhe convém

"Ao contrário destes responsáveis socialistas, a CDU optou, desde 2002, por uma política de contenção e saneamento financeiro, com óbvios inconvenientes eleitorais. Tal só aconteceu, repetimos, por responsabilidade de quem, durante década e meia governou a Câmara Municipal de forma irresponsável e a deixou falida.
A este propósito basta referir que, em 2001, a dívida a fornecedores era de cerca de 30 milhões de euros, dívida que, em 2007, não ultrapassou os 17 milhões e 410 mil euros.
Os números de 2007 que o PS não quer ver, porque não lhe convém, revelam que a redução dos custos operacionais de funcionamento da Câmara Municipal passou de 83 milhões e 56 mil euros, em 2006, para 51 milhões e 636 mil euros no ano seguinte, ou seja, menos 31 milhões e 420 mil euros." - sublinha a Câmara Municipal de Setúbal.

Autarquia teve no ano passado mais proveitos do que custos

"Em simultâneo, conseguiu-se o aumento dos proveitos operacionais, que passaram de 52 milhões e 785 mil euros em 2006, para 57 milhões e 531 mil euros em 2007. Significa isto que a autarquia teve, no ano passado, mais proveitos do que custos, tendo estes atingido 51 milhões e 636 mil euros, sem contar com a dívida de anos anteriores.
Parece-nos, ainda, importante destacar que no ano passado o montante de pagamentos de despesa aumentou significativamente de 56 para 60 milhões de euros, ou seja, a Câmara Municipal pagou mais e mais depressa aos seus fornecedores.
Mas, em simultâneo, garantiu-se uma diminuição dos encargos assumidos e não pagos no valor global de sete milhões de euros. Quer isto dizer que, em 2006, o valor global dos encargos assumidos foi de 25 milhões de euros e em 2007 foi apenas de 18 milhões. Se olharmos para 2001 concluiremos que a redução é bem mais significativa.
Finalmente, de referir que há uma redução de 48 por cento em relação ao valor estabelecido por lei para o endividamento líquido.
Estas são as contas municipais mais recentes e estão à disposição de quem as quiser ver. Infelizmente, o PS de Setúbal recusa-se a vê-las, confirmando o ditado que diz que não há pior cego do que aquele que não quer ver." - salienata a finalizar o comunicado subscrito pela Presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira.

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção