No SeixalAmora recebe obra escultórica
O elemento escultórico A Muleta vem enriquecer o espólio de arte pública do município do Seixal e homenagear uma das mais belas embarcações que o Tejo viu, utilizada pelos pescadores do Seixal na faina da pesca, desde o século XVI.

Por Jornal Rostos
Ficha Técnica
A MULETA
Local – Rotunda no cruzamento da Avenida 1º de Maio com a Rua da Cordoaria e Rua Gomes Ferreira de Andrade, Paivas, Amora.
Autor – Soares Branco
Execução: NCP – Fabrico de Produtos Metálicos, Lda.
Projecto de implantação – Mafalda Paiva, Gabinete de Mobiliário Urbano – Câmara Municipal do Seixal.
Execução do projecto de implantação – Artemisia Centro de Jardinagem, Lda.
Dimensão – 4,50 m de altura e 3,40 m de largura
Materiais – chapa de cobre estruturada e suporte com estrutura em aço inox, e sistema de rotação com rolamentos protegidos. Envolvente com ondulação em chapas de aço Corten e betão e revestimento em inertes de basalto rolado.
Dados sobre o escultor
SOARES BRANCO
Frequentou a Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, diplomando-se com distinção em Escultura, apresentando a tese “O Espírito da Europa” (1953).
Exerceu actividade docente durante quarenta e três anos, no estabelecimento universitário onde se formou, sendo jubilado pelo mesmo em 1995.
Bolseiro do Instituto para Alta Cultura, possui o grau de Académico Efectivo da Academia Nacional de Belas Artes de Lisboa.
Escultor, desenhador e aguarelista, cabe-lhe o mérito de inovador no nosso país em técnicas e materiais escultóricos: fibras de vidro e resinas poliesters (1958); chapa de cobre e latão soldados a liga de prata (1968) e aço-inox recortado a laser (1980).
Executou vitral de betão, escultura em cimento colorido e cerâmica esmaltada. Restaurou esculturas em pedra, madeira e madrepérola. Empreendeu a composição formal e estética de ex-líbris; projectou cartazes e planeou enquadramentos para exposições.
A sua obra escultórica, a mais vasta de toda a sua actividade artística, expõe-se na praça pública em Portugal continental e insular, países de expressão lusófona, Suécia, Califórnia, Arábia Saudita, Japão e Macau.
Realizou exposições individuais em Lisboa, Leiria, Mafra, Açores, Oeiras e Damaia; participou em exposições colectivas, salientando-se Dez Escultores Portugueses em Nova Iorque (1985).
Encontra-se representado em inúmeras colecções particulares e museus nacionais, referenciando--se Museu Militar (Lisboa e Chaves), Museu do Mar (Cascais), Museu Martins Correia (Golegã), Museu Anjos Teixeira (Sintra), Museu S. João do Alporão (Santarém), Palácio dos Governadores (Ponta Delgada) e Casa da Moeda (Lisboa).
É patrono e dinamizador do Museu-Oficina Soares Branco, sediado em Mafra e inaugurado em 1991, sob o patrocínio da autarquia.
Laureado com distinções e louvores, foquem-se os seguintes: 1.º prémio dos salões de estética da M.P. (Lisboa, 1942); Prémio Soares dos Reis (Lisboa, 1951); Prémio Maria Helena e Ruy Gameiro (Lisboa, 1953); louvor concedido pelo Governo da Nação, dada a superior orientação ao Estúdio de Artes Plásticas Juvenis (Lisboa, 1969); 1.º Prémio da Câmara Municipal de Lisboa, atribuído por concurso público – Medalha de Camões (1980); medalha de ouro do IV Salão de Artes Plásticas da Escola Ferreira Borges (Lisboa, 1982); homenagem promovida pelo Clube de Pessoal da Fima – Lever – Iglo (Lisboa, 1996); medalha de honra, grau ouro, da Câmara Municipal de Oeiras (1999).
É coleccionador de arqueologia subaquática e considerado o maior coleccionador português de imagética de Cristo crucificado e registos religiosos de arte indo-portuguesa, em madrepérola.
Continua em plena actividade artística e o seu ateliê é centro dinamizador de arte, pela execução dos seus trabalhos, como pelas sessões de desenho de modelo, ocorridas semanalmente e participadas por colegas, amigos e alunos.













