Bairro da Quinta da Mina - BarreiroCâmara acaba com barracas e realoja famílias
No local estiveram presentes os Presidentes da Câmara Municipal do Barreiro , Carlos Humberto de Carvalho e da Junta de freguesia de Santo António da Charneca, Vicente de Jesus Figueira, técnicos da autarquia e eleitos da Junta.

Por Jornal Rostos
Em relação ao conjunto de acções que estão a ser desenvolvidas na Quinta da Mina, o Presidente da CMB explica que estas inserem-se “numa política de desenvolvimento, participação, acção conjunta entre a CMB, a Junta de Freguesia de Santo António e as populações”. Segundo o autarca a demolição das barracas decorreu com “calma, graças à articulação, cooperação com as pessoas que serão realojadas. Deitar uma barraca abaixo é um drama, mas pela forma com está a decorrer, tenho de dar os parabéns à Junta de Freguesia e às populações envolvidas”. Este processo resulta de um trabalho com cerca de dois anos.
As máquinas destruíram 14 barracas, ficando apenas uma caravana, uma vez que as pessoas não quiseram ir para a casa que estava a ser disponibilizada, no entanto segundo o autarca “vamos tentar encontrar uma solução”. O realojamento das restantes famílias foi pensado, obrigando à mudança de nove famílias, dos quais seis foram realojadas e outras três trocaram de habitação, envolvendo um total de 35 pessoas. O autarca informou que neste processo, foram equacionados problemas existentes entre famílias moradoras no bairro.
O Presidente está determinado em dar seguimento ao trabalho no bairro. “Não cruzamos os braços. Não resolvemos o problema, mas estamos a contribuir para a sua resolução e vamos à batalha”.
Lamentou o facto de cerca de 25 por cento das habitações são ocupações ilegais e garantiu:“não foi no meu mandato”.
Para o futuro, “não aceitamos barracas nem ocupações ilegais e queremos fazer tudo com a cooperação das pessoas envolvidas, precisamos da ajuda da Comunicação Social e da população para a integração”.
Candidatura ao IHRU
A CMB apresentou uma candidatura ao Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) para a obra física no bairro, visto que a mesma está avaliada em 5 milhões de euros, resultado de uma avaliação exaustiva do bairro, uma despesa que a autarquia não pode suportar.
Para o espaço exterior, a CMB fez em estudo ao sistema de esgotos e águas residuais e um outro ao espaço envolvente, “para passo a passo intervir no território”, referiu o Presidente.
Na sua opinião, o trabalho realizado ao nível da integração social e das habitações, que estão totalmente destruídas, “tem de envolver a Administração Central, Local, a Junta de Freguesia, as IPSS e as colectividades”.
A CMB tem em sua posse um levantamento exaustivo da caracterização do Bairro. Este é composto por 13 edifícios, 119 fogos, dos quais não há nenhum em bom estado e apenas quatro em estado suficiente.
Luis Odorico vivia há cinco anos numa barraca, mudou para uma casa de três assoalhadas com a mulher e a filha. No momento do realojamento estava visivelmente satisfeito e considerou a casa “bem estimada e muito melhor que a barraca”.
Refira-se que o veterinário da CMB vai ter uma intervenção no bairro, através da vacinação e apanha de animais errantes.













