Assembleia Municipal de SesimbraFreguesia do Castelo é aquela que requer maior investimento
Por outro, entre as várias actividades de melhoria da qulaidade d e vida e de animação sócio cultural sublinha que – “criámos, em conjunto com a Câmara Municipal um dos actuais eventos de referência no concelho: as Jornadas Medievais.”

Por Jornal Rostos
“Debater o “Estado do Concelho” numa perspectiva mais lata, e apenas numa sessão da Assembleia, será certamente curto para que se possa efectuar uma análise ponderada e correcta dos problemas do munícipio com serenidade e com coerência.
Nesta perspectiva, e porque ocupo o lugar de deputado por inerência das minhas funções enquanto Presidente da Junta de Freguesia do Castelo, apenas e só apenas sobre esta freguesia me irei debruçar, não obstante considerar que muitas das áreas temáticas são tranversais a todo o
concelho e região.
A Freguesia do Castelo é a maior do concelho, em termos de área geográfica, ocupando cerca de 91% do território, num total de cerca de 180 Km2. É também a segunda freguesia do concelho em termos de população residente, a qual se estima actualmente em cerca de 18000 habitantes, não sendo no entanto de descurar o elevado numero de 2ª habitação existente, o qual também, em termos de investimento directo das autarquias tem de ser contabilizado.” – referiu o autarca na sua intervenção.
Freguesia do Castelo é aquela que requer maior investimento
“É uma freguesia que, em termos genéricos, não se enquadra numa única centralidade urbana, mas sim dispersa por vários núcleos habitacionais, maiores ou menores, dispersos pela sua área territorial.
Desta forma, e atendendo a esse factor, também a tarefa das entidades autarquicas se torna mais complicada, sendo que a resposta, quer em termos de investimento, quer em termos dos serviços a prestar á população, não pode ser dissociada desta realidade.
E nesta perspectiva atrevo-me mesmo a afirmar que a Freguesia do Castelo, por este facto, é aquela que requer maior investimento: na limpeza das bermas, no espaço público, nas vias de comunicação, na limpeza e manutenção dos passeios, entre outros.” – salientou Francisco Jesus.
Imprescíndível na freguesia a cobertura total ou quase total da rede de saneamento
“No sentido de priorizar áreas de intervenção, considero que se torna imprescíndível na freguesia, a curto-médio prazo, a cobertura total, ou quase total, da rede de saneamento – o que para um concelho e uma freguesia que dista pouco mais de 30 Km da capital, falar-se nos dias de hoje, é de facto caricato.
Mas é verdade que tem sido este o pilar fundamental do investimento nesta freguesia, com a autarquia a envidar todos os esforços para que esta matéria esteja concluida o mais rapidamente possível, estando em curso um conjunto de obras fundamentais nesta freguesia, em particular nas
zonas de Alfarim e Zambujal – principais núcleos urbanos – que se esperam concluídos o mais breve possivel. Nesta área torna-se também fundamental o inicio do funcionamento da ETAR Lagoa/Meco, imprescindivel ao funcionamento da rede.” – referiu o presidente da Junta de Freguesia do Castelo.
Investimento na rede viária à muito deficitária
“Paralelamente, o investimento na rede viária, à muito deficitária, em sem quaisquer reparações, tem sido outras das realidades: a pavimentação do acesso nascente a Sesimbra; a estrada Facho da Azoia-Meco; a estrada e requalificação urbanística do Zambujal de Baixo; a estrada da Quintola de Santana; a zona da Quintinha e estrada velha da Cotovia; alguns arruamento nas Pedreiras e
Cotovia, são exemplos do caminho a seguir, ultrapassando também uma velha ambição das populações.
Não obstante, há que ter em conta também que algumas das futuras pavimentações serão obviamente sequenciais à implementação da rede de esgotos.
Ao nível do urbanismo teremos brevemente requalificado o Largo de Alfarim, e todas as ruas do núcleo antigo desta localidade, para além da construção do Jardim na Charneca da Cotovia já efectuada durante este mandato.
Não nos podemos também esquecer do próprio papel da Junta de Freguesia, que ao longo de 2 anos e meio, já efectuou a substituição de cerca de 30 abrigos de passageiros por um novo modelo, e requalificando 12 existentes, numa área em que já desde a década de 90 não existia qualquer investimento, e se traduziu e traduz num enorme esforço financeiro para a Junta de Freguesia.” – sublinhou na sua intervenção.
Investimentos no plano cultural e turístico
“Ao nível de outros investimentos, nomedamente no plano cultural e turístico, a Freguesia também tem vindo a crescer. Neste período foram inaugurados o Núcleo de Arqueologia e requalificada a Torre de Menagem no Castelo, estando agendado para breve a abertura da Torre Nova, também ela requalificada e pronta para estar aberta de forma permanente ao público.
Também aqui a Junta de Freguesia teve um papel preponderante, com a obra de construção/reabilitação do Caminho Pedonal de acesso ao Castelo pela Porta do Sol.
Neste período, também se deu início á requalificação do Santuário do Cabo Espichel, há anos parado e sem quaisquer investimentos, fruto de uma cedência por parte do proprietário dos terrenos envolventes à autarquia.” – referiu Francisco Jesus.
Espaço Zambujal se tornou num pólo de multiactividades
“Ao nível social e desportivo, foi também neste periodo que foi inaugurado o novo Complexo Desportivo da ACRUTZ, e brevemente teremos a funcionar o edíficio Cultural do Raio de Luz e a Academia de Tenis da Maçã.
Ao nível do investimento por parte da Junta de Freguesia, da requalificação da antiga biblioteca do zambujal, que há dois anos a esta parte tinha uma afluência média de um leitor e meio por dia, e hoje, transformada que foi no Espaço Zambujal, se tornou num pólo de multiactividades, para todas gerações – crianças, jovens, adultos e idosos - que superou todas as expectativas depositadas, mantendo uma zona de leitura e multiactividades, um posto de acesso público á internet e um pequeno auditório multiusos.” – recordou o presidente da Junta de Freguesia do Castelo.
Freguesia viu reduzida as verbas em 5%, nos dois ultimos anos
“Para uma Junta de freguesia, com um orçamento de pouco mais de 350.000,00 Euros, e que viu reduzida em 5%, nos dois ultimos anos, a verba proveniente do Fundo de Financiamento de Freguesias por parte da Administração Central, a par dos aumentos das contribuições para a Segurança Social e inflação anual, é na minha óptica bastante positivo.
Mas não ficamos por aqui: criamos a página de internet, abrimos os serviços durante o periodo da hora de almoço, procedemos diariamente à requalificação e reparação de pequenas obras nos cerca de 12 estabelecimentos de ensino, adquirimos uma carrinha de 9 lugares, requalificamos todo o parque informático da Junta de Freguesia, reforçamos o apoio ao movimento associativo
desportivo, cultural e social, quer financeiramente, quer através de maior proximidade e parcerias nas iniciativas, reforçamos o investimento nas festas e tradições da freguesia e ans inicitivas ligadas aos produtos rurais, tornámo-nos parceiros efectivos da Zimbramel, na semana
Gastronómica Sabores de Outono em em muitas outras inicitivas em parceria com outras entidades.” – acrescentou Francisco Jesus.
Um dos eventos de referência no concelho: as Jornadas Medievais
“Criámos, em conjunto com a Câmara Municipal um dos actuais eventos de referência no concelho: as Jornadas Medievais.
Promovemos a Taça do Concelho em Futebol, o X Torneio internacional de Alfarim, em parceria com o Grupo Desportivo; a Quinzena da Criança; inúmeros concertos musicais, teatros infantis, exposições, acções de formação e outras actividades.
Procuramos sempre com a Câmara Municipal, rentabilizar recursos conjuntos para a viabilização de algumas iniciativas, como é o caso para breve, da requalificação do Jardim de Santana.
Numa freguesia onde as exigências são enormes, só é possivel desenvolver um bom trabalho com um Projecto Autárquico que suporte a sua actividade colocando como primeira prioridade as necessidades da população.” – salientou o autarca.
Investimento por parte da Administração Central foi nulo
“E nesta mesma freguesia, onde o investimento por parte da Administração Central foi nulo, ou quase nulo, que as autarquias CDU têm sabido, dentro das suas possibilidades, dar resposta aos anseios, ás preocupações dos cidadãos, promovendo conjuntamente uma política de proximidade e participação.” – referiu a finlaizar o presidente da Junta de Freguesia do Castelo, na sua reflexão sobre o “Estado do Concelho”, na reunião da Assembleia Municipal de Sesimbra.













