Câmara Municipal do BarreiroRejeitada proposta sobre redução de taxas dos vendedores do Mercado 1º de Maio

Por Jornal Rostos
De acordo com uma nota do Gabinete dos Vereadores do Partido Socialista da Câmara Municipal do Barreiro, os vereadores socialistas apresentaram uma proposta de “Redução de Taxas dos Vendedores do Mercado 1º. de Maio”, em 4 de Agosto, a qual foi retirada, a pedido do presidente, por ausência do vereador do Pelouro.
Esta proposta foi, de novo, apresentada na sessão da Câmara Municipal do Barreiro, Privada, realizada no dia de 3 de Setembro, tendo sido rejeitada, segundo é referido “pelo presidente e pelo Sr. Vereador Bruno Vitorino.”
Um gesto exemplar de solidariedade
“A redução de 50% das taxas dos vendedores do Mercado 1º. De Maio, representava um gesto exemplar de solidariedade por parte da Câmara, já que, em termos financeiros não ultrapassava um valor mensal de 2 500€, e os prejuízos que estes vendedores têm tido com a deslocalização do Mercado decorre de uma decisão da CMB.” – sublinha os vereadores socialistas.
Retórica para embelezar discursos ideológicos com marca de esquerda
“A solidariedade quando existe deve ser assumida nos momentos certos e quando as pessoas precisam. Não sendo assim, não passa de uma mera figura de retórica que se utiliza para embelezar discursos ou para dar consistência aos discursos ideológicos com marca de esquerda.” – sublinha a nota dos vereadores do Partido Socialista.
Proposta dos Vereadores do Partido Socialista
Divulgamos o texto integral da proposta apresentada pelos vereadores do Partido Socialista na reunião da Câmara Municipal do Barreiro, realizada em 3 de Setembro_
A deslocalização do Mercado 1º de Maio para o espaço junto à Escola Secundária Alfredo da Silva, é resultante de uma inevitabilidade das obras de remodelação do antigo Mercado.
Este facto, afectou de forma muito significativa o volume de vendas e por sua vez o rendimento dos vendedores colocando assim sérios problemas à sua subsistência, já que, esta é a sua fonte exclusiva de rendimentos.
A C.M.B., desenvolveu todos os seus esforços no sentido de minorar estes impactos negativos através da criação de carreiras de autocarros gratuitos que facilitassem o acesso ás pessoas, nomeadamente as mais idosas e foi criando, ao longo do tempo, condições de temperatura ambiente menos agressivas para as pessoas e produtos alimentares. No entanto, estas medidas não produziram os efeitos desejados no volume de vendas pelo que, os problemas dos vendedores continuaram a arrastar-se semana após semana, mês após mês.
Assim, propõe-se a redução das taxas aos vendedores do Mercado Provisório 1º de Maio, em 50% até à conclusão definitiva do Novo Mercado. Esta redução provisória das taxas deve ser entendida como um gesto de solidariedade por parte da C.M.B., para com os vendedores do Mercado 1º de Maio, já que, a inevitabilidade desta situação representa a resolução de um problema da Cidade.
Vereador
Amílcar Romano













