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Bastidores

Assembleia Municipal do Barreiro – Bloco de EsquerdaExpressa discordância face à forma como a CMB tem fiscalizado a obra na Avenida Alfredo da Silva

O Bloco de Esquerda na reunião da Assembleia Municipal do Barreiro, no período antes da ordem do dia, apresentou um protesto sobre a forma como estão a decorrer as obras na Avenida Alfredo da Silva, uma recomendação sobre a situação existente na Rua Vítor Manuel Marques Pacheco, na freguesia de Santo André, e uma moção contra a discriminação, a xenofobia e o medo.
Todas as propostas apresentadas pelo Bloco de Esquerda foram aprovadas.

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Assembleia Municipal do Barreiro – Bloco de Esquerda Expressa discordância face à forma como a CMB tem fiscalizado a obra na Avenida Alfredo da Silva

Por Jornal Rostos

Humberto Candeias, BE, apresentou a moção “contra a discriminação, a xenofobia e o medo”, onde se sublinha que “os responsáveis políticos e de altos cargos públicos não deveriam contribuir para estigmatizar grupos da população portuguesa ou elevar a tensão e o pânico sociais sobre a criminalidade”, referindo recentes declarações do Secretário Geral do Gabinete Coordenador de Segurança, Leonel Carvalho.
Por outro lado refere-se que “o Barreiro foi recentemente invadido por cartazes próprios de uma direita populista que não se coibiu de sujar a paisagem com pistolas, sangue e terror, utilizando o medo como arma política”.
Nesta moção, aprovada com os votos favoráveis do PCP/CDU, PS e Bloco de Esquerda, e os votos contra do PSD, a Assembleia Municipal “condena não só todos os comportamentos e atitudes que contribuam para a discriminação e xenofobia, assim como as atitudes de todos aqueles que em nome da segurança utilizam o medo como arma política e que acabam por contribuir para o aumento da tensão social e do sentimento de insegurança”.

Degradadas as suas condições de habitabilidade

José Namora, BE, apresentou uma recomendação sobre a situação da Rua Vítor Manuel Marques Pacheco, referindo que aquela rua “foi, até há poucos meses, uma tranquila artéria residencial”, mas, recentemente, “a implantação de um complexo desportivo destinado à escola de Futebol do Barreirense, mudou drasticamente o seu carácter sossegado”.
Refere a recomendação que aquela implantação foi “acolhida com agrado” mas que os residentes não esperavam ver “degradadas as suas condições de habitabilidade”.
Sublinha-se a existência de valas abertas no alcatrão, passeios de calçada empedrada que apresentam buracos, a inexistência de parques de estacionamento pata servir os campos de jogos, que cria “uma pressão insuportável de trânsito”, reinando o “desenrascanço”.
A recomendação alerta para os melhoramento global dos passeios, a regulação dos estacionamentos e que se tomem medidas com vista á elevação da rede de divisória entre o campo de futebol e o arruamento.
Esta recomendação foi aprovada por unanimidade.
O presidente da Junta de Freguesia de Santo André, referiu que existem, na Rua Vítor Manuel Marques Pacheco, algumas situações por resolver por indefinição de quem compete se é a EDP ou o Futebol Clube Barreirense, e, acrescentou ser justa a posição dos moradores, nesse sentido, mesmo não sendo da responsabilidade da Junta de Freguesia, salientou que vai avaliar a situação e intervir na procura de uma solução, dado que o arranjo dos arruamentos é uma competência descentralizada para a freguesia.
O autarca expressou a sua concordância com o conteúdo da Recomendação apresentada pelo Bloco de Esquerda.

Discordância face à forma como a CMB tem fiscalizado a obra

Humberto Candeias, BE, apresentou um protesto sobre as obras de requalificação da Avenida Alfredo da Silva, onde se refere – “o facto de compreendermos a necessidade de incómodos provocados pelas obras, não implica que aceitemos todos os atropelos ao nosso sossego e segurança, protegidos por lei”.
Sublinha-se que “os serviços camarários autorizaram a realização de obras durante a noite o que motivou inúmeros protestos dos moradores que se sentiram lesados quando um cilindro vibratório gerou ruído e vibrações de grande intensidade pondo em causa o seu direito ao sossego”.
“Alcatroar uma rua já encerrada há um mês não pode ser encarado como uma emergência” – sublinha o protesto do Bloco de Esquerda.
Por outro lado, refere-se que as obras na Avenida Alfredo da Silva, “têm vindo a não cumprir com regularidade as normas mais elementares no que toca à identificação e sinalização de segurança”, salientando que “o dono da obra é a Câmara Municipal, esta não pode eximir-se das responsabilidades na correcção destas anomalias”.
Nesse sentido a Assembleia, aprovou um voto de protesto expressando a sua “discordância face à forma como a CMB tem acompanhado e fiscalizado a obra”.
O protesto foi aprovado com os votos favoráveis do PS, PSD e BE, contando com a abstenção do PCP/CDU.

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