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Bastidores

IV SEMINÁRIO DA REDE SOCIAL DO BARREIRO“A Cidade das Pessoas – Realidades e Desafios
A Intervenção Social: Estado, Instituições, Família e Comunidade”

O papel social do Estado, as realidades e os desafios que se colocam às famílias, o exercício da cidadania foram alguns dos assuntos abordados no IV Seminário da Rede Social do Barreiro, que teve lugar, no dia 21 de Outubro, no Auditório Municipal Augusto Cabrita. Este seminário, promovido pelo Conselho Local de Acção Social do Barreiro (CLASB), insere-se nas actividades do “Mês Sénior”, a decorrer até ao final do Outubro.

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IV SEMINÁRIO DA REDE SOCIAL DO BARREIRO “A Cidade das Pessoas – Realidades e Desafios A Intervenção Social: Estado, Instituições, Família e Comunidade”

Por Jornal Rostos

A sessão de abertura contou com a participação do Presidente da CMB e do CLASB, Carlos Humberto de Carvalho, do Presidente do Conselho Directivo do Instituto de Segurança Social, Edmundo Martinho, e do Presidente da União de Misericórdias Portuguesas, Manuel Augusto Lopes Lemos.
Carlos Humberto de Carvalho defendeu, na intervenção de abertura, que a construção da cidade é feita com o envolvimento e a participação das pessoas. “Não faz sentido de outra forma. E a autarquia tem um papel determinante enquanto fomentador dessa participação”, salientou o Presidente da CMB, considerando também que as autarquias têm como função fundamental a resolução dos problemas das pessoas.
Relativamente aos problemas sociais que o Concelho do Barreiro, em particular, e o País enfrentam, Carlos Humberto de Carvalho considera que têm causas estruturais. “Um sistema que permite a desigualdade é um sistema injusto que não responde aos problemas das pessoas”, referiu o autarca, salientando que, para ultrapassarmos a actual crise, é necessário combater as causas e não apenas minorar as consequências.
No que diz respeito ao Concelho do Barreiro, Carlos Humberto de Carvalho refere que “estamos longe de resolver os problemas, mas não desistimos de intervir”. Lembrou que a CMB eliminou as barracas da Quinta da Mina, tem intervido em habitações degradadas, procura soluções para o Barreiro velho e Bairro das Palmeiras, entre outras medidas.

O Presidente da CMB e CLASB terminou a intervenção lembrando que o contributo dos parceiros da Rede Social “é indispensável para construirmos um Barreiro mais solidário”.
Por seu lado, Manuel Augusto Lopes Lemos falou sobre a importância das Misericórdias Portuguesas, já com 510 de existência, para o desenvolvimento local. As 350 Misericórdias existentes no País promovem a sua actividade em várias áreas, nomeadamente na terceira idade, infância, cuidados de saúde primários, cuidados continuados, entre outras.
Na sessão de abertura, Edmundo Martinho, enalteceu a realização do seminário, classificando-o como “um sinal de vitalidade”. O Presidente do Instituto de Segurança Social defendeu a clarificação de responsabilidades das diversas entidades envolvidas na área social: Estado, organizações, autarquias, etc. Por outro lado referiu que a Rede Social deve ser um espaço de abertura e transparência fortemente participado. “A Rede Social pode ser um instrumento central de cada comunidade para gerir os seus recursos e introduzir mecânicas de mudança”, referiu Edmundo Martinho.

“O Papel Social do Estado: o sentido actual das políticas sociais em Portugal” foi o tema do primeiro painel do Seminário. Manuel Carvalho da Silva, Secretário-geral da CGTP, e Ana Paula Viseu, da UGT, participaram neste painel.
O segundo tema abordado foi sobre “Capital Social e Inovação, as Parcerias na promoção do desenvolvimento local”, que contou com as intervenções de Isabel Guerra, do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, Eugénio Fonseca, Presidente da Caritas Portuguesa, e Augusto Sousa, da RUMO.
“Famílias: realidades e desafios” foi o tema do terceiro painel que teve a participação de António Brito Cabral, licenciado em Sociologia e professor de Sociologia Educacional, Casimiro Menezes, Presidente do Movimento Unitários de Reformados, Pensionistas e Idosos, e Anabela Costa, da Associação NÓS.
O último painel foi dedicado ao tema “O Exercício da Cidadania, experiências de participação” e contou com as intervenções de Helena Palacino, coordenadora do Gabinete de Cooperação e Desenvolvimento Comunitário da CM Seixal, Ana Bandeira, do Projecto Kcidade da Fundação Aga Khan, e Inês Fontinha, Presidente da Associação “O Ninho”.

O Seminário contou ainda com as actuações dos Grupos de Dança e de Teatro da Universidade da Terceira Idade do Barreiro.

Apolónia Teixeira, chefe de Divisão de Acção Social da CMB, fez uma síntese dos trabalhos.
Na sessão de encerramento, Regina Janeiro, Vereadora responsável pela área de assuntos sociais da CMB, começou por agradecer “aos 70 parceiros da Rede Social que em trabalho de equipa, com dedicação e empenho, têm dado contributos para que se atinja o tão procurado bem-estar das sociedades”.
Além do trabalho desenvolvido com os idosos do Concelho, Regina Janeiro salientou a intervenção “em zonas socialmente frágeis como é o exemplo da Cidade Sol – Quinta da Mina, com o contrato de desenvolvimento local, ou na parceria que estabelecemos no que diz respeito ao programa PARES, através de cedências de terrenos que tem por finalidade apoiar o desenvolvimento e consolidar a rede de equipamentos sociais”. A autarca salientou que o Concelho do Barreiro sobressaiu no contexto do Distrito de Setúbal ao apresentar sete projectos, representando 25% do total de candidaturas apresentadas. Recorde-se que seis destas candidaturas do Barreiro foram aprovadas.
Consciente que a intervenção nestas áreas “é um trabalho que não se esgota”, Regina Janeiro abordou o relatório “Crescimento e Desigualdades” realizado pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico que alerta para o crescimento do fosso entre ricos e pobres. “Portugal está lá neste ranking de países. Está no final da lista, entre os países onde a distribuição da riqueza produzida é mais injusta, ligeiramente à frente do México e da Turquia e ao lado dos Estados Unidos da América”, referiu a Vereadora.

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