No Barreiro “À Conversa com o Presidente”Advogados debatem estratégias para futuro do Concelho
No âmbito do projecto Participação, Democracia e Cidadania, esta iniciativa insere-se num conjunto de “Conversas” que a Câmara Municipal do Barreiro irá promover com os vários sectores profissionais.

Por Jornal Rostos
O Presidente da CMB, Carlos Humberto de Carvalho, deseja que o “Barreiro volte a ser uma centralidade na Área Metropolitana de Lisboa e no Arco Ribeirinho Sul”. Defende a ideia de Lisboa cidade de duas margens e Cidade-Região, “só possível se esta se alargar para sul e o Tejo passar a ser um elemento aglutinador de uma cidade polinucleada, com várias centralidades a sul e o Barreiro pode vir a ser o principal centro da margem sul”.
Segundo o autarca “queremos construir o Barreiro para viver e trabalhar, onde haja espaço e desenvolvimento económico”. Defende que o território da Quimiparque terá um papel de emprego e de geração de riqueza. “Abrir o território da Quimiparque ao Barreiro é um passo gigantesco”.Referiu a importância do Fórum Cidadania no próximo dia 22 de Novembro, onde estará presente, entre outras entidades, a RAVE que irá apresentar as ideias centrais sobre o Plano de Urbanização (PU) da Quimiparque.
Explicou que o projecto contempla três zonas (A, B e C) para a Quimiparque. A zona A está destinada às indústrias não poluentes. Neste local pretende-se fazer um aterro no rio para a instalação do Porto de Lisboa. A zona B será para a logística fechada e aberta, para as novas tecnologias e equipamentos. A zona C será para “alargar a cidade para equipamentos, habitação e serviços”.
Pretende-se que o actual terminal rodo-ferro-fluvial seja desactivado e transformado numa grande alameda do Barreiro, com zonas verdes e equipamentos.
O autarca deseja que as actuais oficinas da EMEF devem passar para a zona A. O projecto especifica três grandes centralidades (1, 2e 3). Na primeira ficará um centro de náutica de recreio, na segunda uma praça virada a norte e na terceira, a gare do sul.
Segundo o autarca a futura ligação do Barreiro – Lavradio estará concluída no primeiro trimestre de 2009.
O Presidente mostrou imagens da construção de ETAR Barreiro/Moita, das futuras instalações da Câmara, das novas instalações da PSP e do novo quartel dos Bombeiros Sul e Sueste.
TTT com funções rodo e ferroviária
As questões da mobilidade da Terceira Travessia do Tejo são segundo o Presidente “um elemento crucial para a construção da cidade de duas margens. Pretendemos que esta tenha as funções rodo e ferroviária. A questão que se coloca é se a função rodoviária entrará em funcionamento já, ou daqui a 10 ou 20 anos…”.
Refira-se que a ponte chega ao Barreiro na zona da Quimiparque, junto ao hipermercado Feira Nova e um pouco depois entra em túnel e sai à superfície, a via a ferroviária perto da Vila Chã, enquanto que a rodoviária sai perto do Hospital. Contudo o autarca deseja que esta venha a sair mais perto do cruzamento dos Galitos Futebol Clube.
Em apreciação estão duas soluções para a localização da Gare do Sul. A solução A - onde está a Escola 2+3 Álvaro Velho, ou a B onde está a oficina dos TCB. O Presidente prefere esta última, pois tem mais espaço e não implica demolições de casas e da escola.
Novas Acessibilidades
Está em fase de concurso o prolongamento do IC 21 para Sesimbra e alargá-lo para três faixas de rodagem. Em relação ao Metro Sul do Tejo, o autarca recordou o anúncio da Secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, da obra “chegar ao Barreiro em 2013”.
Prevê-se que as estradas de Palhais, Santo António e Moita devam sair da faixa urbana, a estrada de Covas de Coina deva ser reformulada. A estrada que liga Coina a Palhais é preciso passar fora do centro urbano e a Avenida dos Fuzileiros Navais será alargada.
Para permitir a melhor fluidez de trânsito, serão construídas novas rotundas, no cruzamento da Avenida da Liberdade com a Avenida do Bocage, nos cruzamentos da Avenida dos Fuzileiros Navais, com a Rua Calouste Gulbenkian e no cruzamento da Rua Capitães de Abril, em Santo André.
Anunciou que a ligação da rotunda do Largo Alexandre Herculano à Rotunda junto à entrada norte do Forum Barreiro ficará concluída antes do Natal.
Estudo de Mobilidade em Execução
O Presidente apresentou um conjunto de medidas para reforçar o centro do Barreiro: Avenida Alfredo da Silva, Rua Miguel Bombarda e Fórum Barreiro. “Deve-se alargar o centro e não deslocá-lo. Anunciou a instalação do Espaço J, de uma área para o turismo e de um espaço para as crianças, no primeiro piso do Mercado.
O autarca adiantou que está a ser elaborado um estudo de mobilidade da freguesia do Barreiro. Serão criados 1.200 lugares de estacionamento subterrâneo e prevê-se restringir, ainda mais, a circulação e o estacionamento à superfície. É neste sentido que segundo o Presidente, “será garantido o estacionamento para moradores à superfície”.
O autarca anunciou uma intervenção na passagem desnivelada da Rua Miguel Bombarda, que inclui a colocação de azulejos, de nova iluminação.
Para a Rua Miguel Bombarda está prevista uma intervenção parecida com a da Avenida Alfredo da Silva ainda sem data marcada, pois “não sabemos se temos condições financeiras”, lamenta. Está em estudo e discussão se a Rua deve manter os dois sentidos, apenas um, ou ser totalmente uma via pedonal.
Quanto ao POLIS, está concluída a 1ª fase. O autarca informou que a Sonae, um dos proprietários do terreno, fará o prolongamento da Avenida da Liberdade, a construção da rotunda e intervirá na Rua de Maputo e no seu prolongamento até à Quinta da Lomba. Por seu dado, a empresa “3.030” construirá toda a zona verde e a praça.
Foram várias as questões e sugestões colocadas pelos advogados. Quiseram saber se a localização do Porto de Lisboa na Quimiparque estava definida e para quando está prevista. O Presidente informou que “está acordado que venha para o Barreiro, não se sabe é quando, mas mais importante que isso é libertar o corredor ferroviário que parte a cidade em duas”. O Presidente chama a atenção para o facto dos barcos para Lisboa perderem importância com a chegada da ponte. No entanto defende que “estas ligações fluviais devem ser diversificadas, como por exemplo criar um transporte fluvial para o Seixal”.













