Assembleia Municipal do BarreiroProjecto Municipal para Gestão do Novo Mercado 1º de Maio aprovado com abstenção do PS e BE
António João Sardinha, PS, em declaração de voto referiu que a abstenção dos socialistas não resultava de estarem contra o projecto, mas pelo facto de o mesmo como está apresentado ser apenas a expressão de uma “vontade”.

Por Jornal Rostos
Os trabalhos da reunião da Assembleia Municipal do Barreiro, no dia 5 de Dezembro, encerraram com a aprovação da proposta da Câmara de criação do “Projecto Municipal para a Implementação, Acompanhamento e Gestão do Novo Mercado 1º de Maio”.
A proposta foi aprovada com abstenção do PS e BE, contando com os votos favoráveis do PCP/CDU e PSD.
O presidente da Câmara Municipal do Barreiro referiu que a criação do “Projecto Municipal para a Implementação, Acompanhamento e Gestão do Novo Mercado 1º de Maio” visava, com a criação desta “unidade orgânica,” desenvolver acções de “animação” daquele espaço e transformar a zona num “ponto dinâmico”.
O deputado municipal Paulo Deus, PCP/CDU, salientou que esta unidade noiva unidade orgânica tinha por finalidade criar condições para concretizar a “estratégia” de dinamização do centro da cidade.
Por seu lado, o deputado José Namora, BE, solicitou esclarecimentos sobre o projecto municipal, nomeadamente, sobre os custos do projecto, qual a equipa que o vai constituir, e, também se para a sua concretização vão efectuar-se contratações externas.
Vontade de fazer uma experiência
António João Sardinha, PS, sublinhou que a proposta de criação do projecto municipal “tem uma lógica”, mas expressou as suas dúvidas quanto à “forma como a proposta apareceu”.
Por outro lado, sublinhou que a proposta é caracterizada pela “vontade de fazer uma experiência” e acrescentou que a mesma deveria ser um “projecto abrangente a outras áreas”.
Pedro Gomes, PSD, teceu críticas à intervenção de Paulo de Deus, que considerou de uma intervenção de “campanha eleitoral”.
O Mercado tem que ter novas valências
Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, referiu que a proposta de criação do Projecto Municipal, resulta do facto de a unidade orgânica que gere os mercados não ter as valências, nem condições, para gerir o novo Mercado 1º de Maio, com a dimensão económica que se pretende que aquele espaço assuma na nova realidade do centro do Barreiro.
Recordou que “o Mercado não pode abrir só de manhã” e que é preciso ter uma visão de “economia de mercado” para dinamizar este espaço.
O autarca salientou que “o Mercado tem que ter novas valências”.
Carlos Humberto, na sua intervenção referiu que outros Mercados Municipais poderão, posteriormente, obter apoio para as suas actividades, fruto da experiência deste novo projecto municipal.
Por outro lado, esclareceu que não existe uma equipa definida, e que pretende-se concretizar o projecto com recursos internos e se necessário recorrer ao exterior, por fim, sublinhou que não existe uma avaliação de custos.
Reconversão à economia de mercado
Pedro Gomes, PSD, interrogou sobre os custos do projecto e congratulou-se com o facto do presidente da Câmara “reconverter-se à economia de mercado”.
Humberto Candeias, BE, referiu a necessidade de existir uma “ordem de grandeza” nos custos para a implementação deste projecto.
Carlos Humberto, sublinhou a importância de “renovar e requalificar” o centro da cidade, sendo este projecto importante na concretização dessa estratégia.
No que diz respeito à sua “reconversão” à economia de mercado, sublinhou “continuo a acreditar que o socialismo é possível”, acrescentando “ainda tenho essa ilusão”.
Aprovado com os votos do PCP/CDU e PSD
A proposta foi votada contando com a abstenção do Partido Socialista e do Bloco de Esquerda, tendo os votos favoráveis do PCP/CDU e do PSD.
António João Sardinha, PS, em declaração de voto referiu que a abstenção dos socialistas não resultava de estarem contra o projecto, mas pelo facto de o mesmo como está apresentado ser apenas a expressão de uma “vontade”.













