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Bastidores

Câmara do BarreiroEsclarece substituição de Contentores por Ilhas Ecológicas na Verderena

Campanha de Reciclagem dos óleos domésticos arranca em breve

A Câmara Municipal do Barreiro e a Junta da Verderena promoveram, no passado dia 28 de Janeiro, uma reunião com os habitantes da zona da Torre do Herold, para esclarecer os munícipes em relação à substituição de contentores de superfície, por ilhas ecológicas.

A sessão decorreu no Grupo Desportivo e Recreativo “Unidos da Recosta” e estiveram na mesa a presidente da Junta de Freguesia da Verderena, Alexandra Silvestre, a vereadora Sofia Martins, responsável pelo Departamento de Serviços Urbanos e Carla Costa, chefe de Divisão de Higiene Urbana.

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Câmara do Barreiro Esclarece substituição de Contentores por Ilhas Ecológicas na Verderena

Por Jornal Rostos

Na abertura da reunião, Alexandra Silvestre explicou que a iniciativa pretendia esclarecer a população e era uma oportunidade para ouvir os contributos dos munícipes.

A Vereadora Sofia Martins justificou esta reunião porque “algumas coisas não foram clarificadas junto da população. Houve um documento inicial a explicar onde estariam os contentores, no entanto as ruas Jacinto Nicola e a Vicente Figueira ficaram mal servidas”.

Em relação às ilhas ecológicas houve a necessidade de começar pelas freguesias urbanas do Barreiro, Verderena e Alto de Seixalinho, pois “considerámos que por motivos urbanos ajuda a melhorar o ambiente e começámos a arrumar a nossa casa”.

Através de imagens projectadas, Carla Costa, chefe da Divisão de Higiene Urbana, informou que na zona Torre do Herold existia 23 contentores à superfície e a recolha era feita no período nocturno, que provocava muito ruído e o carro demorava cerca de uma hora.

Apresentou as vantagens das ilhas ecológicas. Cada uma equivale a três contentores de superfície. São estanques e por isso há menor produção de odor e permitem uma melhor organização do espaço e menos ruído na sua recolha. Deste modo, “podemos poupar em combustível, porque a recolha não será diária e pode ser feita durante o dia”.

Oito ilhas colocadas na Rua João Prates, num investimento de 40 mil de euros

Estão oito ilhas colocadas na Rua João Prates, num investimento de 40 mil de euros.
A primeira proposta era colocá-las de um só lado, mas foram encontrados problemas com as redes de infraestruturas que estão enterradas no subsolo como é exemplo o gás, a electricidade, os telefones, a televisão por cabo.
Assim, a solução implementada foi o mesmo número de ilhas distribuídas de outra forma (ver imagem).

Contudo, ainda faltam ilhas por instalar. Segundo a Vereadora Sofia “serão feitas as sondagens às infraestruturas no subsolo e vamos tentar colocar a ilha e o ecoponto num pequeno terreno à entrada da Rua Jacinto Nicola, pois não queremos que os carros entrem nas pracetas por termos dezenas de reclamações dos munícipes, por causa do ruído”.

Falta de civismo dos munícipes marcou debate

Foram vários os munícipes que abordaram a falta de civismo dos moradores da zona, que continuam a colocar o lixo nos locais onde antes existiam os contentores. Um comportamento que não é fiscalizado. A vereadora respondeu que não há desculpa para o comportamento dos munícipes e em relação à fiscalização, informou que existem apenas quatro fiscais e “há alguns anos que não se conseguem resolver as coisas e tem de ser com a cooperação de todos”.

Quanto à necessidade de se reforçar o número de ecopontos na freguesia, a Vereadora esclareceu que já foi pedido à AMARSUL mais ecopontos, mas esta entidade negou, alegando o facto de não haver espaço.

Uma munícipe informou que o lixo produzido no Infantário “O Comboio” é colocado em grandes sacos que não cabem nas ilhas e são deixados ao lado das mesmas. A vereadora informou que “já foram distribuídos contentores de 90 litros, com rodas, para os funcionários fazerem o transporte até à ilha, de qualquer forma a junta fará uma carta para a instituição para corrigir esse comportamento”.

Campanha de Reciclagem dos óleos domésticos arranca em breve

Uma munícipe quis saber para quando haverá ecopontos para os óleos domésticos. Sofia Martins informou que a AMARSUL já está a recolher os óleos e a entregá-los no ecocentro do Lavradio. Anunciou que, em breve, será lançada uma grande campanha relacionada com os óleos. “Teremos um oleão em algumas colectividades para os munícipes depositarem os óleos e nas escolas 2+3 e secundárias. Daqui a uns anos, esperamos já poder adaptar esse óleo a biodiesel para a frota da Autarquia. Para já, vamos tratar dos óleos das escolas e restaurantes”.

Foto CMB

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