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Bastidores

Presidente da Câmara do Barreiro reage ao encerramento das fábricas de amoníaco e ureia“Importa realçar que estas fábricas eram únicas em Portugal”

Depois de tomar conhecimento do encerramento das secções produtivas de amoníaco e ureia na unidade fabril do Lavradio da AP – Amoníaco de Portugal, o presidente da Câmara Municipal do Barreiro, realçando “estas fábricas eram únicas em Portugal”, considera “inaceitável” o encerramento de indústrias “quando se patrocina a sobrevivência de entidades não produtivas e bancárias”, defende, nesse âmbito, por parte do Governo “uma aposta séria na produção nacional”.

“O que acaba de se passar nesta fábrica, que trabalha, essencialmente, com produtos para a agricultura, reflecte o cenário desanimador de uma produção nacional em queda e da fragilidade de vários sectores da economia do País,” fundamenta.

O autarca adianta que vai propor uma reunião com carácter de urgência às organizações representativas dos trabalhadores, assim como vai contactar o Ministro da Indústria e Energia e fazer as diligências que estão ao seu alcance neste processo.

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Presidente da Câmara do Barreiro reage ao encerramento das fábricas de amoníaco e ureia “Importa realçar que estas fábricas eram únicas em Portugal”

Por Jornal Rostos

Segue na íntegra o comunicado do Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto:
“Tomei, agora, conhecimento do encerramento das secções produtivas de amoníaco e ureia na unidade fabril do Lavradio da AP – Amoníaco de Portugal, que lança para o desemprego 152 trabalhadores. Dada a gravidade da decisão, com os reflexos sociais que daí advêm, quero manifestar a minha total solidariedade para com estes trabalhadores.
“Inaceitável” o encerramento de indústrias “quando se patrocina a sobrevivência de entidades não produtivas e bancárias”
“É inaceitável que se continuem a fechar indústrias, a diminuir postos de trabalho, quando o contexto em que vivemos é manifestamente de crise, de desemprego crescente, e quando se patrocina a sobrevivência de entidades não produtivas e bancárias, deixando, em contrapartida, que milhares de trabalhadores vão para o desemprego e que as suas famílias fiquem privadas de condições de vida dignas sem que o Governo o evite.”
“O esforço que a Câmara Municipal do Barreiro tem vindo a fazer é para a dinamização do Concelho, com vista ao seu desenvolvimento económico e social e ao aumento de postos de trabalho.”
“O Governo deveria fazer uma aposta séria na produção nacional. O que acaba de se passar nesta fábrica, que trabalha, essencialmente, com produtos para a agricultura, reflecte o cenário desanimador de uma produção nacional em queda e da fragilidade de vários sectores da economia do País.” “Importa realçar que estas fábricas de amoníaco e ureia eram únicas em Portugal.”

Presidente da Câmara compromete-se a contactar o Ministro da Indústria e Energia

O Presidente da Câmara Municipal do Barreiro refere que foi contactado, hoje, pela Administração da empresa e que vai propor uma reunião com carácter de urgência às organizações representativas dos trabalhadores para se inteirar dos pormenores da situação e demonstrar a sua solidariedade. Vai, igualmente, tentar contactar o Ministro da Indústria e Energia e fazer as diligências que estão ao seu alcance neste processo.

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