Palácio Feu Guião - SetúbalReconhecido Imóvel com Interesse Municipal
A proposta sublinha que o objectivo é “preservar os valores culturais tangíveis e intangíveis” presentes no palacete.
Por Jornal Rostos
A relevância cultural do imóvel, reforça o texto aprovado, deve-se, entre outros argumentos, ao “interesse como testemunho notável de vivências, ao valor estético e técnico”, bem como à “importância do bem do ponto de vista da investigação histórica”.
O Palácio Feu Guião, localizado na Praça dos Machado Santos, no típico Bairro de Troino, é uma casa brasonada dos finais do século XVIII, ostentando a pedra de armas da família que conferiu o nome ao imóvel.
A origem do palacete é atribuída ao desembargador José da Rosa Guião e Abreu, que teria mandado construir na mesma ocasião, em Lisboa, por volta de 1768, um palácio idêntico.
Após a desocupação da família Feu Guião, já nos finais do século XIX, devido ao pagamento de dívidas, o palácio chegou a ser utilizado para diferentes finalidades, entre elas a de escola primária.
S. Francisco Xavier, antes de partir para o Oriente, terá ficado hospedado no mesmo local, mas antes da construção do palacete, no século XVI, quando aí existiam os Paços de D. Pedro de Mascarenhas.
A proposta votada ontem será submetida a deliberação da Assembleia Municipal.













