Setúbal - “Vamos Fazer um Bairro Melhor”Última sessão em Santa Maria
“Estamos a conseguir inverter o cenário de desequilíbrio da estrutura da receita e da despesa que vinha inviabilizando que realizássemos, com a rapidez que queríamos, algumas das intervenções de que o município necessita”, referiu Maria das Dores Meira, na última sessão do projecto “Vamos Fazer um Bairro Melhor” para a freguesia de Santa Maria da Graça, sexta-feira à noite, na EB 1 / JI de S. Gabriel.

Por Jornal Rostos
Acompanhada dos vereadores Eusébio Candeias e Rui Higino e do presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria, Ralfo Formiga, a autarca pediu aos munícipes que entendessem que “este Executivo não tem podido fazer tudo de uma vez”, porque ainda está a recuperar do efeito de, em 2002, se haver deparado com um concelho que “estava ‘adormecido’ há muitos anos, muito degradado e sem os problemas essenciais minimamente resolvidos”.
Maria das Dores Meira pegou no exemplo do Polis, “um plano feito à pressa, em 2000, por causa das eleições, que não aproveitou a oportunidade, como outros concelhos o fizeram, de promover a correcta articulação da cidade com a zona ribeirinha”.
Este Executivo, acrescentou, “está a reparar o que foi mal pensado”, lançando candidaturas a programas com fundos europeus, para financiamento de projectos de requalificação urbana que complementem o Polis e sejam geradores de investimento.
Maria das Dores Meira referiu que, para manter Setúbal num rumo de desenvolvimento sustentado, a Câmara Municipal conta com os contributos individuais e colectivos de todos os munícipes. Para isso, considera “fundamental” a aposta em instrumentos de participação cidadã como o projecto “Vamos Fazer um Bairro Melhor”, iniciado em 2004.
As cinco sessões realizadas em Santa Maria foram “bastante proveitosas” na tarefa de “identificar problemas e de os resolver em conjunto”. Só assim, sublinhou, “os bairros, as freguesias e o Concelho serão melhores”.
Os munícipes presentes nas reuniões apresentaram diversas questões. Algumas, de fácil resolução, como foi referido pelos autarcas, merecerão um tratamento imediato pela Câmara ou pela Junta de Freguesia. Noutros casos, salientou Maria das Dores Meira, a solução passa pelos próprios cidadãos, através do exercício dos seus direitos e deveres enquanto agentes de um espaço comum.
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