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Bastidores

Comissão de Trabalhadores da Câmara Municipal de SetúbalExige que se acabe com o “enclausuramento” de funcionários

A Comissão de Trabalhadores da Câmara Municipal de Setúbal, em comunicado refere que «com ameaças ou sem ameaças, com queixas em tribunal ou sem tribunal, continuamos a reivindicar os nossos direitos».

A Comissão de Trabalhadores da Câmara Municipal de Setúbal exige o «cessamento imediato das mobilidades forçadas com a única intenção de prejudicar os trabalhadores e os castigar» e também o «acabar imediatamente com o “enclausuramento” de funcionários, afastando-os dos seus deveres profissionais pelo simples facto de manifestarem as suas próprias opiniões; logo, considerados inconvenientes».

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Comissão de Trabalhadores da Câmara Municipal de Setúbal Exige que se acabe com o “enclausuramento” de funcionários

Por Jornal Rostos

Divulgamos o texto integral do comunicado da Comissão de Trabalhadores da Câmara Municipal de Setúbal:

A Comissão de Trabalhadores da Câmara Municipal de Setúbal, reunida em 16 de Abril de 2009, deliberou por unanimidade, dar conhecimento publico do desenvolvimento das questões já conhecidas e divulgadas em nota informativa em 21 de Julho de 2008.

Em 21 de Julho de 2008, esta comissão de trabalhadores através de nota de imprensa tornou publico as graves situações que os trabalhadores da autarquia têm sido alvo, nomeadamente:
Perseguições políticas e terrorismo psicológico exercidas pela Presidente da Câmara e por alguns dos seus mais directos colaboradores.
Objectivamente, mobilidades forçadas, utilização abusiva do SIADAP e ameaças de despedimento.
Os trabalhadores e a sua comissão representativa esperaram serenamente até a data, por tão desejados sinais de mudança por parte da Sra. Presidente da Câmara, Maria das Dores Meira, mesmo tendo como memória presente os actos que a referida Autarca perpetrou para fazer calar a C.T. com ameaças de queixas em tribunal, mandando também retirar ao seu coordenador o único meio informático em condições que o mesmo possuía e que servia de suporte a sua actividade profissional e também à do órgão que representa.
Estas atitudes de uma autarca que se arroga democrata e antifascista, ao velho estilo totalitarista, próprio de regimes já vividos em vários pontos do globo e que infelizmente alguns ainda perduram mas que também e, felizmente, tendem em acabar, a Sra. Presidente não deixa a menor duvida até ao funcionário mais distraído ou desinteressado desta autarquia.
A política arrogante do quero posso e mando, não olhando a meios nem a métodos para conseguir os objectivos, continua.
Os trabalhadores da autarquia para a Sra. Presidente, não passam de um mero numero de indivíduos, apenas contando para estatística e serem utilizados como “objectos a seu belo prazer”; e que Deus dê a mão a quem a ouse contrariar.
Desde o inicio do presente ano a Sra. Presidente tem incansavelmente, se desdobrado em visitas de cortesia com o intuito de limpar a sua imagem apenas com objectivos eleitoralistas. Por mais estranho que pareça em muito pouco tempo os trabalhadores que não prestavam e que não serviam para as muito boas notas do SIADAP de repente são “todos excepcionais”.
Os trabalhadores conhecem já muito bem a Sra. Presidente e as suas verdadeiras intenções.
A Sra. Presidente esquece-se que os trabalhadores já não se deixam enganar, nem com papas nem com bolos e muito menos com palmadinhas nas costas.

Com ameaças ou sem ameaças, com queixas em tribunal ou sem tribunal, continuamos a reivindicar os nossos direitos, nomeadamente:

1º O SIADAP, deverá ser aplicado a todos os funcionários sem excepção, sem favorecimentos ou outras intenções menos nobres, de uma forma verdadeiramente isenta;

2º Cessamento imediato das mobilidades forçadas com a única intenção de prejudicar os trabalhadores e os castigar;

3º Acabar imediatamente com o “enclausuramento” de funcionários, afastando-os dos seus deveres profissionais pelo simples facto de manifestarem as suas próprias opiniões; logo, considerados inconvenientes;

4º Satisfazer as condições mínimas exigidas para que os trabalhadores desvalorizados clinicamente possam trabalhar sem porem em risco o seu estado de saúde já por si debilitado;

5º O refeitório de Poçoilos deverá reabrir imediatamente com todas as condições para que os trabalhadores possam fazer as suas refeições com o mínimo de dignidade e asseio;

6º Construção imediata de balneários para os arboricultores que há mais de cinco anos foram deslocados para os viveiros das Amoreiras com a promessa de lhes ser proporcionado as condições mínimas (balneários);

7º Fornecimento imediato dos meios informáticos e material didáctico de uso corrente que a C.T. necessita para a sua actividade, cujo direito lhe e è conferido por lei;

Por um verdadeiro espirito de solidariedade e companheirismo responsável.

A Comissão de Trabalhadores da CMS

• Este comunicado foi divulgado à comunicação social com a presença dos dois ex. Directores de Departamento dos Recursos Humanos da Câmara Municipal de Setubal - Dr. Pedro Namora e Dr. Rui Taveira

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