Presidente da Câmara Muncipal de SetúbalNão aceita “que se continue a adiar o reforço do contingente policial permanente em Setúbal”
Apesar da diminuição da criminalidade violenta, os pequenos crimes e a vandalismo do património municipal têm vindo, nos últimos meses, a aumentar drasticamente em Setúbal, algo que está a “tornar-se insustentável”, frisou a autarca, em conferência de imprensa, realizada esta tarde, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

Por Jornal Rostos
Perante este cenário, a edil não aceita “que se continue a adiar o reforço do contingente policial permanente em Setúbal” e que, numa cidade com 120 mil habitantes, existam “pouco mais de 40 agentes da PSP em serviço durante o período diurno”.
Com características urbanas e problemas sociais que não são compatíveis com a presença deficitária das forças da autoridade, a presidente da Autarquia reiterou a ideia de que “não basta reforçar pontualmente o contingente” policial, e exige que o Ministério da Administração Interna, “de uma vez por todas, assuma as responsabilidades do Estado na segurança dos cidadãos”, reforçando de imediato os meios de segurança.
“Setúbal e os seus cidadãos não podem esperar mais. É necessário um reforço permanente e um policiamento de proximidade já em Maio”, frisou,
Maria das Dores Meira acredita ainda que “esta é a única solução eficaz para o tipo de problemas existentes” na cidade e rejeita a hipótese de “transferir unicamente para um qualquer sistema de videovigilância a responsabilidade de garantir a segurança dos cidadãos”.
Ainda assim, e apesar de aceitar que “a instalação destes sistemas possa ter um papel dissuasor” da criminalidade, ainda que “bastante limitado”, a autarca reafirma a discordância na “instalação da videovigilância” e sublinha que os mesmos “não substituem os agentes da autoridade”.
Mesmo que a videovigilância seja instalada, “a falta de agentes durante o período nocturno condiciona a resposta da PSP”, reiterou a presidente.
A edil defende que os problemas da criminalidade não se resolvem apenas com medidas de natureza policial, advogando a implementação de “novas políticas de desenvolvimento integrado, de justiça social e de melhoria da qualidade de vida das pessoas”.
Maria das Dores Meira não deixou de realçar o trabalho desenvolvido há vários anos pela Câmara Municipal “nos programas de apoio social e de integração” em zonas problemáticas da cidade.
Ainda assim, e apesar de assumir a “preocupação com o acentuado aumento da criminalidade” em Setúbal, Maria das Dores Meira criticou algumas posições públicas alarmistas, recusando “as análises catastrofistas dos que apontam Setúbal como uma terra sem lei, comparável a uma cidade onde vigora o recolher obrigatório”.
As alterações à Lei Penal, no que respeita a questões como a prisão preventiva e às orientações de política criminal, são aspectos que, segundo a autarca, contribuem para “o aumento geral da criminalidade e o agravamento das condições de segurança” e que precisam de ser modificadas.
“Só assim deixaremos de assistir ao degradante espectáculo de criminosos apanhados em flagrante que, pouco depois, de apresentados em tribunal, são postos em liberdade”, afirmou.













