No MontijoExecutivo municipal visitou Afonsoeiro
O período da manhã foi preenchido com uma reunião entre o executivo municipal e o executivo da junta para a avaliação dos principais problemas da população local.

Por Jornal Rostos
O presidente da junta, Humberto Lopes, apresentou, entre outras, questões sobre a construção do jardim de infância na EB1 N.º 4 de Montijo, a abertura da nova avenida junto à rotunda das Portas da Cidade, a colocação de vedação no polidesportivo da Praça da Paz e a construção do polidesportivo da Avenida Pedro Nunes.
A presidente da câmara começou por salientar que “os tempos são difíceis e não vai haver dinheiro para novas obras. É preciso que os cidadãos saibam disto. Não há margem para grandes investimentos, mas para consolidar e manter o que está feito, até porque no essencial os compromissos que assumimos com a população do Afonsoeiro estão cumpridos”.
Relativamente ao JI da EB1 N.º 4 de Montijo, “a câmara tem 18 meses para realizar a obra. A sede do Estrela F.C. Afonsoeirense é intocável, mas o terreno adjacente será para construção do JI”, afirmou a presidente.
A nova avenida junto à rotunda das Portas da Cidade será aberta no final do mês de Maio. “Vamos fazer um pavimento provisório na parte que, ainda, se encontra em areia para permitir a ligação e abertura daquela avenida. É preciso realçar que é provisório. A responsabilidade é do promotor que terá que fazer a pavimentação definitiva da via”, referiu o vereador Nuno Canta, responsável pelo pelouro das Obras e Meio Ambiente.
Sobre os polidesportivos, Nuno Canta disse que o equipamento da Avenida Pedro Nunes “já foi adjudicado. Quanto à vedação do equipamento da Praça da Paz será muito difícil, este ano, conseguirmos colocá-la”.
O vereador das Obras e Meio Ambiente comunicou, ainda, ao executivo da junta que a Câmara está a solicitar orçamento para a colocação de semáforos na passadeira frente ao E.Leclerc.
À noite, três dezenas de munícipes corresponderam ao apelo da câmara e da junta e deslocaram-se à sede da junta de freguesia para apresentarem as suas preocupações, de interesse público ou particular.
A sessão começou com a apresentação de dados relativos às principais transferências financeiras e investimentos realizados pela autarquia montijense no Afonsoeiro nos últimos quatro anos. Um investimento no valor total de 13.784,202 euros.
Maria Amélia Antunes iniciou a sua intervenção referindo-se ao Afonsoeiro como parte integrante da cidade de Montijo. “A cidade é tudo o que fica dentro da Circular Externa. Isso inclui o Esteval, o Areias, mas também o Afonsoeiro. Do ponto de vista da inclusão e da identidade é importante que o Afonsoeiro se sinta como cidade. Temos que começar a ver o Afonsoeiro como cidade e não como periferia e nessa linha de orientação estratégica, a câmara tem concebido aspectos, como a iluminação, o mobiliário urbano, entre outros, que visam essa integração”.
Entre as questões de carácter público apresentadas pelos munícipes destaque para a EB1/JI do Afonsoeiro, para o depósito de terras frente ao E.Leclerc e para a colocação do lixo nos contentores.
Maria João Mota, membro da Associação Provisória de Pais e Encarregados de Educação da EB1/JI do Afonsoeiro, questionou o executivo sobre a falta de pessoal auxiliar no refeitório daquele estabelecimento de ensino, a inexistência de uma passadeira junto ao portão do JI e de coberturas em algumas zonas do estabelecimento.
A vereadora Maria Clara Silva, responsável pelo pelouro da Educação, afirmou não existir falta de pessoal na EB1/JI do Afonsoeiro. “O número de funcionários na escola é superior ao que a legislação obriga. As coberturas serão a fase seguinte, mas é preciso ver que existem outras escolas no concelho que, ainda, não têm os arranjos exteriores, não têm polidesportivos e a EB1/JI do Afonsoeiro já tem tudo. Temos que repartir o investimento, também, pelas outras escolas”.
A presidente Maria Amelia Antunes acrescentou que “será muito difícil resolver a situação das coberturas até ao início do próximo ano lectivo. Quanto à passadeira é mais fácil de resolver e vamos avaliar as questões de segurança e ver o melhor local para a colocar”.
Sobre o problema das terras depositadas frente ao E.Leclerc, Maria Amélia Antunes começou por enquadrar a situação, de modo a esclarecer os munícipes. “O terreno é um lote privado e como tal, na altura, autorizei temporariamente a colocação daquelas terras. Autorizei por ser privado e temporário. Não há ilegalidade na colocação das terras. Há, agora, uma irregularidade que consiste no abuso do uso do terreno e na sua falta de manutenção. Já notifiquei, por escrito, o proprietário para que proceda à limpeza e manutenção do mesmo. Se não o fizer, a Câmara terá que adoptar outros procedimentos para poder entrar no terreno e proceder à sua limpeza”.
Uma munícipe, moradora na Rua Gil Eanes, abordou, ainda, os executivos da câmara e da junta sobre o modo como as pessoas colocam o lixo nos contentores. Segundo, a munícipe muitas pessoas continuam a colocar o lixo sem estar acondicionado em sacos, o que provoca mau cheiro e outros problemas de higiene.
Maria Amélia Antunes considerou a situação “um problema de cidadania. As pessoas erguem a voz pelos direitos mas esquecem-se que também têm obrigações. Essa sua preocupação revela como alguns dos nossos concidadãos não estão preparados para dar o seu contributo na manutenção do espaço público”.













