Barreiro - Workshop do CLASB“As Dependências em Contexto Familiar: Que Intervenções? Que Actores Sociais?”
O Workshop iniciou com a intervenção de Joaquim Matias que referiu que esta iniciativa teve como data escolhida o Dia Internacional da Família, e tem como objectivo melhorar as competências e as respostas aos problemas. Mencionou o forte Movimento Associativo existente no Barreiro que dá respostas sociais desde a primeira infância à terceira idade.

Por Jornal Rostos
Este evento contou com a intervenção de vários representantes de associações do Concelho e de entidades ligadas à área, assim como a intervenção de Joaquim Matias, Vice-Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, de Armanda Góis, Directora do Centro de Respostas Integradas da Península de Setúbal, e de Elísio Barros, Presidente da Associação Centro jovem Tejo, na abertura dos trabalhos.
O Workshop iniciou com a intervenção de Joaquim Matias que referiu que esta iniciativa teve como data escolhida o Dia Internacional da Família, e tem como objectivo melhorar as competências e as respostas aos problemas. Mencionou o forte Movimento Associativo existente no Barreiro que dá respostas sociais desde a primeira infância à terceira idade. Disse ainda que era impossível imaginar o Barreiro sem este Movimento que intervém na cultura, desporto, apoio social, entre outras áreas. Realçou a importância das colectividades se adaptarem à actualidade, que exige respostas muito mais complexas e completas.
Joaquim Matias lembrou que o Barreiro está a atravessar um período importante na História, com perspectivas de desenvolvimento de actividade económica e emprego.
Seguiu-se a intervenção de Armanda Góis, Directora do Centro de Respostas Integradas da Península de Setúbal. Explicou que em 2008 o Centro de Respostas Integradas (CRI) fez um diagnóstico dos concelhos da Península de Setúbal relativamente às dependências e que colocou o documento à disposição do CLASB. Passou por explicar que o CRI é um conjunto de equipas que intervém numa abrangência peninsular e referiu que a equipa de tratamento do Barreiro contempla a componente familiar. É uma equipa muito virada para o exterior e instituições locais.
De seguida, Elísio Barros, Presidente da Associação Centro jovem Tejo, referiu que o facto de técnicos de diferentes áreas encontrarem-se para discutir e encontrar soluções é um privilégio. Salientou a ideia do Vice-Presidente Joaquim Matias, de que o Barreiro tem um forte Movimento Associativo. Referiu ainda que o papel das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) é fundamental na sociedade portuguesa, e que quando há falta de respostas, as IPSS apresentam essas respostas. Manifestou a disponibilidade das IPSS para continuar a trabalhar com o Estado, Autarquias e com o CLASB.
Depois da abertura dos trabalhos, o Manuel Lemos Peixoto, Membro da Sociedade Portuguesa de Terapia Familiar, iniciou o tema do workshop. Começou por questionar os participantes sobre as suas expectativas em relação ao workshop e quais as questões que gostariam de ver discutidas.
De seguida desconjuntou o conceito de família, explicando que apenas se tem percepção de uma parcela da realidade e que tem de se pedir ajuda à família para a compreender, pois cada família tem um conjunto de normas e funcionamento específico. Pode-se encontrar algo comum nas famílias com problemas de toxicodependência, mas isso não é suficiente para dizer que estas funcionem todas da mesma forma, segundo salientou Manuel Peixoto.
Referiu ainda que a família está sujeita a dois tipos de pressão, interna e externa, e a fontes de stress, salientando que própria mudança, independentemente de positiva ou negativa, já causa stress. Face à crise, o sistema familiar tem de compreender o que a crise solicita, “porque ela é a porta de entrada para a mudança”, referiu Manuel Peixoto. Por fim, apresentou sugestões de como os técnicos podem trabalhar com as famílias e com os doentes, começando assim um debate com o público.
O workshop contou com a participação de técnicos do Projecto “O Risco no Risco”, da Associação Questão de Equilíbrio, da Estrutura de Tratamento do Barreiro, da CRI da Península de Setúbal, da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens do Barreiro, do Procurador do Ministério Público junto do Tribunal de Família e Menores e de Comarca do Barreiro, da Equipa de Setúbal 2 da Direcção Geral de Reinserção Social, da CDSS–SAS do Barreiro, do Instituto dos Ferroviários, do Lar de Infância e Juventude da Casa dos Rapazes do Barreiro, do Projecto Experiment@arte – Associação VitaCaminho, do Projecto “Cidade Jovem”, entre outros.
Foto CMB













