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Bastidores

Plano Director Municipal de Santiago do CacémPatrimónio Etnológico da região tem que ser preservado

“Património e Cultura” foi o tema da sexta reunião pública sobre a Revisão do Plano Director Municipal de Santiago do Cacém que decorreu ontem à noite na Biblioteca Municipal Manuel da Fonseca em Santiago do Cacém.

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Plano Director Municipal de Santiago do Cacém Património Etnológico da região tem que ser preservado

Por Jornal Rostos

Mais uma reunião bastante participada com a presença da equipa que está a elaborar a revisão do PDM, coordenada pelo Professor Costa Lobo e que teve como orador Sérgio Pereira Bento, licenciado em história, um filho de Santiago e actual Presidente da Assembleia Municipal de Santiago do Cacém. Na sessão estiveram ainda os Vereadores da Cultura, Margarida Santos e o Vereador responsável pelo pelouro do Ordenamento do Território, Álvaro Beijinha.
Sérgio Pereira Bento abordou o património arqueológico e arquitectónico do concelho, depois de ter iniciado a sessão lembrando que “somos uma sobreposição de povos e isso é importante ter sempre em conta para percebermos a nossa cultura”.
Para Sérgio Pereira Bento mais importante que o património edificado é o património etnológico de uma região e que o PDM tem que preservar.
O orador do debate de ontem deu alguns exemplos que existem no concelho, com fortes ligações ao norte de África e à Ásia, nomeadamente à zona da Jordânia. É o caso das alcomonias, doce típico da região com maior incidência na Freguesia de Santa Cruz, e que Sérgio Pereira Bento teve oportunidade de encontrar durante uma viagem à Jordânia.
“Encontrei um doce muito semelhante feito da mesma forma, com água e farinha, mas em vez de usarem pinhão usam especiarias (cominhos)”, disse Sérgio Pereira Bento que defende por isso que é importante valorizar aquilo que o concelho tem que o diferencia dos outros.
Outro exemplo apontado como riqueza patrimonial do concelho e que o PDM tem que valorizar são os Moinhos. José Matias, responsável pelo levantamento dos moinhos do concelho explicou que existe uma centena de moinhos na região, mas a “nossa maior riqueza é a diversidade tipológica”.
Existem vários tipos de moinhos e essa é a nossa “monumentalidade”, explicou o especialista.
Sérgio Pereira Bento abordou ainda e mostrou fotografias de cerâmica, tapeçaria e técnicas de pintura em barro da Jordânia para comparar com a loiça e o barro da região, assim como as mantas feitas no concelho que em tudo são iguais.
O cantar alentejano, que tende a desaparecer, mas que para Sérgio Pereira Bento ainda é possível recuperar na Freguesia do Cercal e Alvalade, é também uma riqueza que importa preservar. Para a Vereadora da Cultura esse é um problema que a Câmara Municipal está atenta. “Temos um grupo de cantares no Cercal, mas a idade dos seus elementos já é muito avançada e sentimos que não existem pessoas que queiram continuar”. Por isso adiantou Margarida Santos, tempos que “criar nos jovens motivação para continuarem esta tradição”.
Outro apelo que foi feito à equipa responsável pela Revisão do Plano Director Municipal de Santiago do Cacém foi no sentido de se preservar as Quintas, apesar de muitas lutarem por sobreviver devido às dificuldades que o sector agrícola atravessa, mas que é necessário preservar esta paisagem tão característica de Santiago do Cacém. A próxima reunião pública está marcada para o dia 14 de Julho, na Junta de Freguesia de Cercal do Alentejo e vai debater as “Actividades Económicas e o Turismo”.
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