Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do BarreiroPonte Barreiro-Chelas é uma infraestrutura económica e social da Região, da Área Metropolitana de Lisboa e do País
Carlos Humberto reafirmou a importância da construção da Ponte Barreiro-Chelas como uma infra-estrutura necessária para a Região, para o País e para o Barreiro.

Por Jornal Rostos
“A Terceira Travessia do Tejo (TTT), com as suas funções rodo-ferroviárias, sendo muito importante numa perspectiva de mobilidade concelhia, metropolitana e nacional, reflecte outros aspectos de importância determinantes, como sejam o ordenamento regional, de desenvolvimento integrado e sustentado da principal Área Metropolitana do país,” referiu Carlos Humberto de Carvalho.
TTT visa ajudar a reequilibrar a Área Metropolitana de Lisboa
Na sua opinião, a TTT visa ajudar a reequilibrar a Área Metropolitana de Lisboa, dá contributos para a construção da Lisboa cidade-região que pretende reforçar a sua capacidade para se internacionalizar e disputar com outras capitais europeias questões de importância estratégica para o País e que só poderá acontecer com o seu crescimento para sul e o desenvolvimento do Arco Ribeirinho Sul e da Península de Setúbal”. Por essa razão o autarca defende que a TTT “é tão importante não só do ponto de vista da mobilidade, mas também do ponto de vista do desenvolvimento, do crescimento, da equidade entre populações e regiões, ou sub-regiões”.
Na opinião do Presidente, a TTT dá contributos para a construção de uma região polinucleada que permitirá que concelhos do Barreiro, entre outros, se assumam como uma dessas centralidades de Lisboa polinucleda.
Carlos Humberto, salientou que a ponte “trata-se de uma importante infraestrutura económica e social da Região, da Península de Setúbal da Área Metropolitana de Lisboa e consequentemente do país. Não é apenas uma acessibilidade que visa chegar mais rápido a Lisboa”.
O autarca lançou críticas aos opositores do projecto. “É a ausência deste conceito que tem levado alguns a ver a árvore e não a ver a floresta, perdendo a noção de uma visão mais global, mais estratégica e, objectivamente, continuarem a pretender penalizar os que já hoje o são”.
Investimentos são prioritários e compromissos assumidos ao nível de fundos comunitários
Segundo o presidente da Câmara Municipal do Barreiro, a TTT com todas as valências e funções complementares: ponte Barreiro-Seixal, acessos rodoviários, Metro Sul do Tejo, construção do parque de máquinas e oficinas de alta velocidade, deslocação do parque de máquinas e oficinas do comboio tradicional e construção da gare do sul “são indispensáveis a esse desenvolvimento integrado que defendemos para a nossa terra, para a nossa região”.
Estes são investimentos prioritários e são os compromissos que hoje estão assumidos ao nível de fundos comunitários, pois há acordos internacionais, ao nível da Alta Velocidade e “esta não é possível senão houver TTT pelo menos nos corredores que hoje estão definidos. Hoje ouvimos o Presidente da Região Autónoma da Estremadura, em Espanha, que veio afirmar a importância do TGV para a ligação entre Portugal e Espanha”.
Uma visão estratégica para o Concelho, Região e País
O autarca defende uma visão estratégica para o Concelho, Região e País. “Não é uma teimosia da Câmara Municipal do Barreiro, nem da população do Barreiro, nem a defesa intransigente e apenas dos interesses do Concelho do Barreiro, mesmo contra outros de carácter mais global, isto trata-se de uma visão estratégica quando falamos no país, na região (Área Metropolitana de Lisboa) e na sub-região (Península de Setúbal) e no Concelho do Barreiro”.
Melhoria de vida da população da Península de Setúbal e da Área Metropolitana de Lisboa
A TTT irá permitir ao nível das acessibilidades, reduzir tempos de percurso, fechar o anel ferroviário da Área Metropolitana, uma melhor ligação com a plataforma logística do Poceirão, uma ligação mais fácil com os portos de Lisboa, Setúbal e Sines, dar contributos para a requalificação e para a melhoria de vida da população da Península de Setúbal e da Área Metropolitana de Lisboa.
Indignado com o atraso no processo de construção da TTT
“Não é aceitável que hajam instituições que hoje venham pôr em causa a solução Barreiro-Chelas, quando há mais de dez anos defendiam esta solução, contrapondo com a solução da ponte Vasco da Gama.
Não é aceitável que se venham pedir mais estudos quando, em Fevereiro de 2008, o LNEC fez esse estudo e demonstrou-se os benefícios desta grande infraestrutura. É inaceitável que se criem expectativas de desenvolvimento económico, nas pessoas e no país em geral, e depois os mesmos sejam parados ou atrasados fruto de compromissos políticos, ou eleitorais”.
Manter uma grande atenção e uma grande unidade de forças sociais
O Presidente recordou que sempre disse que “era preciso estar atento e intervir em todos esses momentos. A vida, infelizmente, veio provar que eu tinha razão em manter uma grande atenção e uma grande unidade de forças sociais, politicas do Concelho do Barreiro em defesa desta importante infraestrutura que serve o país. Reafirmo que é necessário que as instituições, empresas e movimento associativo utilizem os meios para reafirmar que a população do Barreiro quer a ponte com todas as suas componentes”.
“A força do projecto da TTT está nele mesmo”
No período dedicado às questões, o Presidente foi questionado se receia que o projecto esteja a perder força, atendendo às declarações de Mário Lino. Carlos Humberto de Carvalho considera que a decisão não está dependente deste ou daquele governante, ou cidadão.
“A força do projecto da TTT está nele próprio, nas funções que vai ter, nas dinâmicas que vai criar”. Em relação ao atraso referido, o Presidente quer confiar que “as razões são técnicas e não de carácter político”.
“Mais que preocupado, fiquei actuante”
Questionado se receia que, na hipótese do PSD ganhar as legislativas, o projecto perca força, o autarca respondeu que qualquer governo responsável não tem outra alternativa senão fazer prosseguir o projecto. “Estou convencido que o bom senso vai imperar e que o povo do Barreiro e da Península de Setúbal tem uma palavra a dizer. Ficámos preocupados com os dirigentes do PSD, com a recomendação que o Bloco de Esquerda fez entrar na Assembleia da República e ficámos preocupados com a afirmação do Ministro Mário Lino que a obra do TGV só vai ser adjudicada no final do ano e preocupados com as declarações do Presidente da República”.
Acrescenta que “mais que preocupado fiquei actuante para que o Governo não se esqueça da importância do Projecto e que o concretize”, concluiu.













