Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro«Porque não podemos adiar o Barreiro para outro século»

Por Jornal Rostos
As comemorações do Dia da Cidade conheceram a 28 de Junho, pelas 21h00, o seu ponto alto com a cerimónia protocolar «Barreiro Reconhecido» 2009. Nesta sessão foram atribuídos dez galardões que visam distinguir entidades ou individualidades que, em várias áreas e através da sua actividade, prestaram relevantes serviços à comunidade.
De acordo com o Regulamento de Atribuição de Condecorações do Município do Barreiro foram, este ano, homenageados:
. Resistência Anti-Fascista, Democracia, Cidadania e Luta Pela Liberdade - Álvaro Monteiro;
. Educação - Manuela Fonseca;
. Trabalho - O Trabalhador Ferroviário;
. Acção Social, Solidariedade e Multiculturalidade - Centro de Acção Social de Palhais;
. Ciência, Investigação e Conhecimento - Ricardo da Luz;
. Cultura, Artes e Letras - Cine Clube do Barreiro;
. Associativismo - Adelino Mendes da Silva;
. Desenvolvimento Económico - Júlio José Macedo;
. Desporto - Sérgio Rocha;
. Desenvolvimento Económico - CP - Caminhos de Ferro Portugueses, E.P.
Na presença do Executivo Municipal e dos presidentes eleitos das Juntas de Freguesia do Concelho, Carlos Humberto de Carvalho, o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, deu as boas vindas ao público reunido no Auditório Municipal Augusto Cabrita, no Parque da Cidade.
No início da intervenção o Presidente da Câmara relembrou que os traços que continuam a marcar o Barreiro, a sua história e tradições, têm as suas origens na vila operária e ferroviária e em várias décadas de uma vivência colectiva de trabalho, dedicação e empenho. Neste sentido, afirmou, o edil, “no caso do Barreiro, a matéria-prima, a que hoje queremos dar nova forma possui ainda impressas no seu perfil as decisões e as estratégias de há cem anos – com a implantação da CUF e de há cento e cinquenta - com a chegada da ferrovia. Factores de criação de emprego e de atracção de população e que suscitaram investimentos e concentração de infra-estruturas e serviços que noutros locais continuam, mesmo hoje, a faltar.”
«Porque não podemos adiar o Barreiro para outro século»
Salientando que a sua aposta incide, claramente, na defesa de um Barreiro que, corajosamente se afirma, para lá de si próprio e exige assumir o seu papel na Área Metropolitana de Lisboa, na região e no país, Carlos Humberto de Carvalho, explicou porque «não podemos adiar o Barreiro para outro século».
“Há pouco mais de um ano – culminando aspirações com a idade da nossa cidade – um grande movimento de cidadãos, instituições e associações encabeçados pela Câmara veios – na rua, nas colectividades, nos jornais, nas televisões, em conversas, em reuniões, junto do Governo – reclamar a construção da Terceira Travessia do Tejo, rodo-ferroviária, no corredor central Barreiro-Lisboa. Tínhamos do nosso lado a experiência de outras lutas. Bem recentes algumas, como a ETAR."
Soube, e disse-o, desde a primeira hora que ainda nada estava ganho
"Tínhamos do nosso lado os argumentos inabaláveis: a importância da ponte para a coesão e desenvolvimento da Área Metropolitana de Lisboa, os seus reflexos na actividade dos portos de Lisboa, Setúbal e Sines, o factor estratégico que, para o Arco Ribeirinho Sul representa a implementação das medidas complementares da ponte, como sejam a Circular Regional Interna da Península de Setúbal, a ponte Barreiro-Seixal, ou a extensão do Metro Sul do Tejo, o direito das populações do Barreiro ao desenvolvimento e ao crescimento económico.
Tínhamos do nosso lado a razão.
Já este, ano comemorámos o anúncio da decisão de construir a Terceira Travessia do Tejo, rodo-ferroviária, no corredor central Barreiro-Lisboa. Soube, e disse-o, desde a primeira hora que ainda nada estava ganho.” Desta forma e reiterando aquilo que já havia dito, o Presidente da Câmara afirmou para concluir que “as pressões e os interesses contrários são enormes." - referiu Carlos Humberto.
Deveríamos continuar a reforçar as nossas posições
"Que cada um de nós – que todos nós – deveríamos continuar a reforçar as nossas posições. (…) A ponte, o desenvolvimento da nossa cidade, da região e do país, correm risco de ver-se hipotecados, uma vez mais, a interesses e a estratégias que nada nos dizem, nada dizem ao Barreiro, à região e ao país. Que em nada nos defendem. Às quais nos opomos. É tempo agora, quando o sonho de uma ponte e a cidade comemoram vinte e cinco anos, para afirmarmos claramente a nossa vontade, a nossa razão e o nosso direito ao futuro. Nós estaremos na primeira linha. Sempre. Viva o Barreiro!” - referiu o presidente da Câmara Municipal do Barreiro, na sua intervenção no decorrer da cerimónia do Barreiro Reconhecido.













