Visita a Setúbal do Primeiro-ministro de Cabo-Verde“Integrar a comunidade cabo-verdiana em Setúbal”
Em recepção, realizada ao início da tarde, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, a presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, enalteceu o papel da comunidade cabo-verdiana no Concelho – uma das maiores do País –, assim como a sua integração na sociedade.

Por Jornal Rostos
“Trata-se de uma comunidade coesa, que tem contribuído para o desenvolvimento da região”, referiu a autarca setubalense, sublinhando o carácter pioneiro dos cabo-verdianos “no desenvolvimento associativo”, dando como exemplo a Associação Cabo-Verdiana de Setúbal, com diversas valências, a qual será visitada esta tarde.
A presidente da Câmara Municipal, que no discurso recordou um pouco da história da descoberta de Cabo Verde pelos portugueses, no século XV, ressaltou a importância da criação de protocolos de colaboração intermunicipais, já existente com o município do Tarrafal, na ilha de Santiago, que permitem “a construção de um futuro melhor”.
O primeiro-ministro José Maria Neves, que agradeceu o esforço da presidente da Autarquia em “integrar a comunidade cabo-verdiana em Setúbal”, evidenciou a necessidade das famílias de “investirem na educação dos seus filhos, não só para o desenvolvimento de Portugal, mas também de Cabo Verde”.
Na visita a Setúbal, o governante analisou os aspectos positivos e negativos dos cabo-verdianos, ressaltando alguns dos principais problemas que afectam a população.
“A área da formação, a educação, a integração e a violência, que não tem um rosto identificado”, foram aspectos evidenciados por José Maria Neves, que espera que a sua presença na cidade “levante a auto-estima dos cabo-verdianos”, reforçando o sentimento de que o seu “Governo está interessado não só em conhecer os problemas, mas também em promover soluções”.
Ainda assim, o primeiro-ministro cabo-verdiano não deixou de ressaltar os muitos conterrâneos que singraram em Portugal, nomeando alguns artistas, atletas e professores, que em muito contribuíram “nos vários domínios da vida económico-social, projectando a imagem de Cabo Verde como gente trabalhadora”.
José Maria Neves, que recordou que a descoberta de Cabo Verde “serviu de ponte para os descobrimentos portugueses, sobretudo para as Américas”, adiantou que o seu próprio povo também é feito de descobridores.
“Hoje, encontramos cabo-verdianos em todo o mundo”, disse o primeiro-ministro, salientando que a segunda maior comunidade de cabo-verdianos se encontra em Portugal, apenas ultrapassada pela existente nos Estados Unidos.













