APRESENTAÇÃO DO PROJECTO DO ARCO RIBEIRINHO SULContributo para a criação da “Cidade das duas margens”
José Sócrates salientou que o projecto tem uma importância a nível nacional, visto que 900 hectares de terrenos público contribuirão para o desenvolvimento da AML e do País.
O Primeiro-Ministro referiu ainda que o projecto estrutura a visão politica de “uma metrópole de duas margens” e salientou a concertação estratégica entre poder central e câmaras municipais envolvidas na elaboração do projecto, sendo agora o próximo passo a sua concretização.

Por Jornal Rostos
O Projecto do Arco Ribeirinho Sul foi apresentado hoje, dia 31 de Julho, no território da Quimiparque, numa iniciativa que contou com a participação do Presidente da Câmara Municipal do Barreiro (CMB), Carlos Humberto de Carvalho, do Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT) e Coordenador do Grupo de Trabalho Interministerial do Projecto do Arco Ribeirinho Sul, António Fonseca Ferreira, do Secretário de Estado do Tesouro e das Finanças, Carlos Costa Pina, do Ministro do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, Francisco Nunes Correia, e do Primeiro-Ministro, José Sócrates. Recorde-se que este projecto prevê a requalificação dos antigos complexos industriais da Margueira, em Almada, da Siderurgia Nacional, no Seixal, e da CUF/Quimigal (actualmente Quimiparque), no Barreiro.
“O Rio Tejo deve ser e é uma grande oportunidade e um factor de desenvolvimento económico e social”, referiu Carlos Humberto de Carvalho na sessão de apresentação, defendendo a criação da “cidade de duas margens”, ou seja, de uma Área Metropolitana polinucleada. Considerando que a Margem Sul do Tejo “tem potencialidades infindáveis”, salientou que os Municípios que constituem o Arco Ribeirinho Sul têm como objectivo e ambição ‘ajudar’ Lisboa a desenvolver-se de forma sustentável. Além de contribuir para a recuperação dos três territórios, o projecto contribui, na opinião do Autarca, para o desenvolvimento económico e social dos Municípios envolvidos, da Região de Setúbal, da Área Metropolitana de Lisboa (AML) e consequentemente do País, criando outras actividades económicas, equipamentos culturais e desportivos de referência, novas acessibilidades, etc.
O Presidente da CMB recordou que “uma parte do caminho está percorrido no Barreiro”, tendo sido realizado, em parceria com a Quimiparque, e colocado em discussão pública o Plano de Urbanização deste território e zona envolvente. “Precisamos passar à fase de execução”, defendeu Carlos Humberto de Carvalho. Em anexo segue o discurso completo do Presidente da CMB.
O Presidente da CCDR-LVT explicou o projecto e a sua importância enquanto alavanca do desenvolvimento do Arco Ribeirinho Sul no contexto da AML. Por outro lado, Fonseca Ferreira lembrou os grandes investimentos públicos que terão impactos significativos neste território, nomeadamente a construção da ponte Barreiro-Chelas, a instalação do novo aeroporto de Lisboa na zona do campo de tiro em Alcochete e a implementação da plataforma logística do Poceirão.
Nas três zonas industriais, que são território do Estado e têm um total de cerca de 900 hectares, o plano estratégico assenta em cinco eixos prioritários de intervenção, nomeadamente em termos de actividades económicas, equipamentos, mobilidade e acessibilidades, ambiente e paisagem e identidade e valores socioculturais, o que implicará investimentos na ordem dos 520 milhões de euros. Em termos de planeamento físico das acções, prevê-se um prazo total de 18 anos para a intervenção no território da Quimiparque.
Carlos Costa Pina e Francisco Nunes Correia salientaram a importância do projecto para a requalificação de áreas degradadas e promoção do seu crescimento ordenado e, principalmente, para a construção de “uma cidade de duas margens”, com qualidade urbanística e arquitectónica. A requalificação dos territórios permitirá o fortalecimento da competitividade da AML e consequentemente do país no contexto europeu, segundo defenderam o Secretário de Estado e o Ministro do Ambiente.
Ideia igualmente defendida pelo Primeiro-Ministro. José Sócrates salientou que o projecto tem uma importância a nível nacional, visto que 900 hectares de terrenos público contribuirão para o desenvolvimento da AML e do País.
O Primeiro-Ministro referiu ainda que o projecto estrutura a visão politica de “uma metrópole de duas margens” e salientou a concertação estratégica entre poder central e câmaras municipais envolvidas na elaboração do projecto, sendo agora o próximo passo a sua concretização.













