Câmara Municipal de SetúbalImplementou «Plano de Contingência Gripe A»
O plano pretende antecipar e gerir o impacte da gripe A na actividade municipal, assegurando a eficácia de funcionamento, mesmo no pior cenário possível, designadamente as previsões do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, que aponta para a possibilidade de a primeira onda “chegar aos 10 por cento de taxa de ataque e a segunda a um valor entre 20 e 30 por cento”.

Por Jornal Rostos
Apesar da imprevisibilidade da dimensão resultante da pandemia, que, a acontecer, as entidades de saúde antevêem que afecte parcelas significativas da população, “provocando eventuais rupturas expressivas no domínio social e económico”, haverá “especial repercussão na missão e procura de serviços da Câmara Municipal de Setúbal”.
O plano de contingência, aplicável a todos os trabalhadores da Câmara Municipal de Setúbal, estabelece um conjunto de medidas e orientações de actuação perante um cenário de pandemia do vírus H1N1. Representa, igualmente, “uma resposta substantiva ao alerta da Direcção-Geral de Saúde (DGS), no sentido de cada instituição pública ou privada se preparar através do seu próprio plano de contingência”.
No documento é apontada a estimativa de até 40 por cento dos trabalhadores da Câmara poderem ter de ausentar-se do posto de trabalho até cerca de duas semanas, como medida de contenção do alastramento da epidemia, em casos de doença ou de causa social, decorrentes da necessidade de cuidar de familiares, nomeadamente crianças e idosos.
O plano prevê o acompanhamento dos trabalhadores – que devem adoptar medidas preventivas e em caso de ocorrências recorrer à linha Saúde 24 –, estabelece a articulação com as entidades externas, garante os serviços mínimos da Autarquia e assegura o restabelecimento da normalidade com a maior brevidade possível.
Três fases distintas são apontadas pelo plano, uma delas a “monitorização”, em que todos os trabalhadores são informados sobre as medidas implementadas e os equipamentos de auto-protecção que eventualmente devem ser utilizados, como máscaras, vacinas e medicamentos, bem como os procedimentos a adoptar ao nível da higiene pessoal e da partilha de materiais.
Na fase de “alerta”, accionada pelo registo do primeiro caso de contracção do vírus, é possível haver a prática de horários desfasados, para evitar contágios entre turnos, e recurso ao teletrabalho. Há também um reforço na limpeza e na desinfecção e pode ocorrer o adiamento ou o cancelamento de reuniões de trabalho, de visitas às instalações municipais e de eventos.
A fase de “recuperação” é marcada pelo regresso ao trabalho, em articulação com as autoridades de saúde, sendo feito o reajustamento da limpeza das instalações e uma reavaliação dos procedimentos implementados nas fases anteriores.













