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Bastidores

Maria Amélia Antunes, presidente Câmara Municipal de MontijoPrestar contas é um dever e um direito

Mesmo sabendo a grandiosidade da obra realizada por este executivo, achamos sem ambição, sem entusiasmo e sem rigor a visão dos diversos partidos da oposição. Limitam-se a propostas avulsas, sem uma visão estratégica e responsável do que é ou deve ser uma gestão autárquica rigorosa, competente e com visão de futuro.

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Maria Amélia Antunes, presidente Câmara Municipal de Montijo Prestar contas é um dever e um direito

Por Jornal Rostos

Numa lógica de prestação de contas aos cidadãos de Montijo, procurarei nesta sessão de câmara fazer uma breve retrospectiva do trabalho realizado pelo executivo municipal, dirigido pelo PS, nestes últimos quatro anos.

Nestes quatro anos mexemos com o concelho e com a cidade como nunca havia acontecido. Nada nem ninguém ficou indiferente à intervenção qualificada do executivo nas diversas áreas de competência autárquica. Interviemos nas áreas do Ordenamento do Território e do Urbanismo, do Património, Cultura e Ciência, da Promoção e Desenvolvimento, da Acção Social, do Ambiente e Saneamento Básico, da Educação, na cooperação com as Juntas de Freguesia, na Modernização Administrativa, na Protecção Civil, no Desporto e Tempos Livres, na Saúde e no apoio ao movimento associativo. A ligação com a comunidade educativa (professores, pais, alunos, funcionários) marca também este nosso mandato.

Nestes anos, o concelho de Montijo modernizou-se, assumindo-se, cada vez mais, como um nova centralidade na Área Metropolitana de Lisboa, uma terra elogiada por todos que aqui vivem e nos visitam.

Na área da educação, a transformação foi total. Modernizámos o parque escolar, transformando-o num dos melhores do país, quer ao nível da excelência das infra-estruturas, quer no apoio social aos alunos ou nas actividades de enriquecimento curricular. Inaugurámos a Escola Profissional do Montijo. Apoiámos os idosos, as mulheres vítimas de violência e os toxicodependentes. Requalificámos a zona ribeirinha, construímos ETARs em todo o concelho, melhorámos a rede de abastecimento de água, que abrange hoje 99% da população, e o sistema de esgotos. Construímos a Circular Externa, o Arquivo municipal, o Museu Agrícola da Atalaia, o Pólo Cultural do Afonsoeiro (Sede do Rancho do Afonsoeiro) os Pólos de Biblioteca em Canha e na Atalaia. Publicaram-se inúmeras obras sobre património municipal. Construímos e asfaltámos estradas nos lugares mais distantes das freguesias. Melhorámos o sistema de iluminação pública em todo o concelho, criámos espaços verdes por todo o concelho e plantámos milhares de árvores, requalificámos o espaço público, dinamizámos a cultura, o desporto e o multiculturalismo.

Este retrato é apenas uma ínfima parte do muito que fizemos para transformar Montijo num dos concelhos com maior qualidade de vida na Área Metropolitana de Lisboa.

Hoje, a oposição, honra lhe seja feita, não põe em causa esta vasta obra realizada pelo município nos últimos quatro anos, daí ter dificuldade em reivindicar pouco mais que um novo hospital.

Mesmo sabendo a grandiosidade da obra realizada por este executivo, achamos sem ambição, sem entusiasmo e sem rigor a visão dos diversos partidos da oposição. Limitam-se a propostas avulsas, sem uma visão estratégica e responsável do que é ou deve ser uma gestão autárquica rigorosa, competente e com visão de futuro.

Na esmagadora maioria das propostas levadas à sessão de Câmara a oposição votou favoravelmente, à excepção dos Planos de Actividade, do Orçamento e dos empréstimos para investir em mais equipamentos e infra-estruturas para o concelho, que não aprovaram. Ao opor-se, por um lado, à contracção de empréstimos para o investimento público mas, por outro, ao criticar a falta de investimento público, a oposição revela uma enorme irresponsabilidade e uma falta de sentido ético da política a todos os títulos lamentável.

Não obstante a existência de uma oposição que procurou impedir o avanço da nossa terra, os investimentos que realizámos por todo o concelho contribuíram para melhorar, em muito, a qualidade de vida dos nossos concidadãos, vivam eles a Oeste ou a Este do concelho.

Nos próximos 4 anos, com a confiança dos montijenses, continuaremos a pôr as pessoas no centro das nossas políticas e preocupações. E não o fazemos por hipocrisia ou por mera retórica eleitoral com objectivo da caça ao voto. O nosso relacionamento neste mandato com as freguesias e as populações de todas elas fala por si.

Prestar contas é um dever de quem governa e um direito a ser informado de quem é governado, um direito facultado pela lei e pelo Estado de Direito. Compete aos cidadãos fazerem agora o seu julgamento. E, como disse Fernando Pessoa, porque nós somos do tamanho do que vemos e não do tamanho da nossa altura, acredito no sentido de julgamento do povo de Montijo que, até hoje, sempre soube ver para além das aparências.

Montijo, 16 de Setembro de 2009
Maria Amélia Antunes

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