Plano de Urbanização de Almada NascenteBloco de Esquerda de Almada contesta aprovação em final de mandato
O BE salienta que esta foi uma “precipitação da Câmara, e que não é em fim de mandato que se decide sobre o futuro de uma zona tão importante para o concelho e para a região, e para as pessoas que dela possam vir a usufruir, o Bloco de Esquerda absteve-se na votação final do PUAN.”

Por Jornal Rostos
No decorrer da última sessão da Assembleia Municipal de Almada, dia 18 de Setembro passado, foi aprovado o Plano de Urbanização de Almada Nascente.
O Bloco de Esquerda optou pela abstenção e considera que – “foi positivo que a Câmara Municipal de Almada tivesse resolvido dar início a um processo de planeamento urbanístico daquela zona, após o encerramento dos Estaleiros da Lisnave na Margueira”
O Bloco de Esquerda acrescenta que – “foi positivo que não se tenha restringido tal processo à área dos Estaleiros (55 ha), tendo definido uma área de estudo alargada (115 ha), de forma a poder estudar o restabelecimento das ligações da cidade com o rio, entre a Cova da Piedade e Cacilhas” e reconhece que – “foi positivo que tenha sido lançado um Concurso Público Internacional para escolher a Equipa Técnica do Plano, e que a metodologia de trabalho adoptada tenha dado importância e autonomia disciplinar à vertente ambiental do projecto e aos mecanismos de participação adoptados, que incluíram o envolvimento dos actores - chave e das entidades da Administração Central.”
Mas o Bloco de Esquerda, refere que – “no período que decorreu entre 2003 e 2005, durante a elaboração do Plano, só podemos conceder que esta participação tenha sido semi-pública, pois quanto à Participação das pessoas, neste como em todos os outros processos de natureza semelhante desencadeados pela Câmara nos últimos anos, estamos muito longe do mínimo aceitável e a “milhas” do que achamos necessário!
Entre 2006 e 2009, nunca mais se ouviu falar deste Plano, e a chamada “discussão pública” do Plano decorreu de 17 de Julho a 17 de Agosto, período em que a documentação técnica foi “depositada”, nos Serviços Técnicos da Câmara e nas sedes das Juntas de Freguesia implicadas (Cacilhas e Cova da Piedade), durante as horas de expediente, isto é, das 9h às 17h, tendo dado azo a 3 participações escritas, uma delas do Bloco de Esquerda.”
“Relativamente a um processo de tamanha importância e complexidade, e no contexto de tantas e tão significativas decisões anunciadas para a nossa Região (como sejam o Novo Aeroporto, a 3ª Travessia do Tejo, o TGV, a Plataforma Logística do Poceirão, a revisão do PROT-AML, o Projecto do Arco Ribeirinho Sul e a revisão do PDM de Almada), somos forçados a concluir que tão escassa participação só pode ficar a dever-se à falta de visibilidade do processo durante os últimos 4 anos, facto que é, em primeiro lugar, responsabilidade do Executivo da CMA, não escamoteando a quota-parte de responsabilidade do Governo, nomeadamente no que toca à articulação do Plano de Almada Nascente com o Projecto do Arco Ribeirinho Sul, aprovado pelo Concelho de Ministros também em Julho de 2009 e publicado no Diário da República em Agosto, sem que até hoje tenha havido qualquer explicação pública sobre o assunto.” – sublinha o BE de Almada.
O Bloco de Esquerda considerou – “absolutamente inaceitável que a Assembleia Municipal seja chamada a votar o Plano de Urbanização de Almada Nascente, sem um esclarecimento cabal da articulação entre estes dois Processos, já que ambos têm por objectivo último o território dos Estaleiros da Margueira, que é um e o mesmo, no Plano de Urbanização Municipal e no Plano Estratégico do Governo.”
O BE salienta que esta foi uma “precipitação da Câmara, e que não é em fim de mandato que se decide sobre o futuro de uma zona tão importante para o concelho e para a região, e para as pessoas que dela possam vir a usufruir, o Bloco de Esquerda absteve-se na votação final do PUAN.”













