Vereadores do PS e BE na MoitaAcusam presidente de dar “golpe fatal” na democracia representativa
Os vereadores do Partido Socialista e do Bloco de Esquerda, na primeira reunião de Câmara criticam o facto das reuniões públicas mensais decorrerem sempre pelas 17 horas, porque não vão ter um mínimo de participação da população.

Por Jornal Rostos
Os vereadores do Partido Socialista, eleitos na Câmara Municipal da Moita, na primeira reunião da autarquia, a propósito da proposta apresentada pelo presidente da Câmara, João Lobo, sobre a Delegação de Competências, apresentaram uma declaração de voto, onde referem que a proposta do presidente da autarquia – “representa um “golpe fatal” na democracia representativa.
Reuniões de Câmara sem qualquer competência de gestão e política
Segundo os vereadores do PS, a proposta do presidente da autarquia, que não atribui pelouros à oposição, - “deixa as Reuniões de Câmara sem qualquer competência de gestão e política, vazias de conteúdo, sonegando assim a informação e possibilidade de tomada de decisão dos vereadores da oposição, eleitos legítimos de significativa parte da população.”
Segundo os vereadores socialistas – “a maioria absoluta não se contenta assim só com essa maioria de capacidade de aprovar as suas medidas, mas, também, com esta proposta, pretende que a oposição não tenha sequer conhecimento das mesmas.”
Golpe fatal na democracia representativa
Nesta reunião os vereadores do Partido Socialista e do Bloco de Esquerda, votaram contra a proposta de definição do número de vereadores a tempo inteiro”, porque, segundo sublinharam em declaração de voto, - “estarem em completo desacordo com o proposto pelo Presidente da Câmara para o funcionamento e articulação do Executivo, na distribuição de pelouros, competências e tempos de permanência dos eleitos, particularmente agravadas com a proposta seguinte nº 002/x/09, “golpe fatal” na democracia representativa, e ainda quanto ao Regimento proposto”.
Reuniões de Câmara não proporcionam a participação da população
“Nestas propostas, e decisões de distribuição de pelouros e tempos permanentes, são a nosso ver feridas gravemente quer a representatividade legítima da oposição e o direito ao conhecimento e intervenção nos mais elementares actos de gestão da Câmara, quer a participação dos cidadãos deste concelho da vida autárquica do município, com reuniões apenas quinzenais e com reuniões públicas mensais às 17 horas, hora a que a experiência do mandato anterior verificou não ter um mínimo de participação da população.” – sublinharam os vereadores do eleitos na Câmara Municipal da Moita pelo Partido Socialista e pelo Bloco de Esquerda.













