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Bastidores

Tribunal de Contas reprovou contas da Câmara Moita de 2007. João Lobo refere que «está tudo correcto é uma questão de interpretação»

Na primeira reunião da Câmara Municipal da Moita, o ponto antes da ordem do dia esteve agitado, pelo facto de os vereadores Vítor Cabral, PS e Joaquim Raminhos, BE, terem interrogado o Presidente da Câmara Municipal por não terem sido informados sobre a decisão do Tribunal de Contas de reprovar as Contas do ano 2007.

João Lobo, interrogado pelo “Rostos” sobre esta matéria sublinhou que a decisão do Tribunal de Contas - “Não implicará nada. Nós estamos conscientes, porque esta é uma resposta, acima de tudo técnica, que está tudo correcto é uma questão de interpretação”.

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Tribunal de Contas reprovou contas da Câmara Moita de 2007 . João Lobo refere que «está tudo correcto é uma questão de interpretação»

Por Jornal Rostos

Pelo que apurámos, na primeira reunião da Câmara Municipal da Moita, no período “Antes da Ordem do Dia”, os vereadores da oposição que transitaram do mandato anterior, Vítor Cabral do Partido Socialista, e, Joaquim Raminhos do Bloco de Esquerda, terão criticado o presidente da autarquia, João Lobo, porque este não lhes deu conhecimento da correspondência trocada entre a Câmara Municipal da Moita e Tribunal de Contas, que conduziu à reprovação da Contas de Gerência de 2007.
Os autarcas da oposição referiram que tiveram apenas conhecimento desta reprovação das Contas, por, agora, através de notificação recebida individualmente, em suas casas, directamente do Tribunal de Contas.
O Presidente da Câmara sublinhou, pelo que apurámos, “que não o fez por não entender ser necessário”.
O vereador Vítor Cabral do Partido Socialista, na troca de opiniões, questionou o presidente da Câmara sobre a situação da inspecção a que a câmara esteve sujeita pelo IGAL e, também, sobre as buscas que a Polícia Judiciária fez no mandato anterior na autarquia.
João Lobo, terá respondido, - “nada saber e que estava de consciência tranquila, nada mais sabia dizer”.

Esconder os actos e políticas seguidas na gestão pública

Os vereadores socialista consideram que a Câmara Municipal da Moita vive uma – “altura particularmente preocupante e difícil para a credibilidade da Câmara Municipal da Moita, após os graves relatos que conduziram recentemente à reprovação pelo Tribunal de Contas, da Conta de Gerência de 2007”,
Segundo os socialistas, terão referido na reunião de Câmara o presidente da autarquia está a – “ tentar esconder os actos e políticas por si seguidas na gestão pública, aos vereadores da oposição”.

Notificados para prestar esclarecimentos. È isso apenas

João Lobo, presidente da Câmara Municipal da Moita, sobre esta matéria referiu ao “Rostos” que – “Os membros da Câmara anterior, naturalmente, em relação ao visto do Tribunal de Contas em relação ao Relatório de Contas de 2007, cada pessoa, em si, foi individualmente notificada, para prestar esclarecimentos. È isso apenas.”

Relatório não vai penalizar a autarquia

Este relatório vai penalizar a autarquia? – perguntámos
“Nós entendemos que não. Há questões de entendimento diverso. Portanto, esta notificação que houve a cada membro da Câmara, individualmente, já veio na sequência, de outro que houve, num pedido de esclarecimento da Direcção Geral das Autarquias Locais, e, ao qual, também, conforme ao Tribunal de Contas, respondemos.
Na Direcção Geral das Autarquias Locais, ao que sabemos ficou esclarecida.
O Tribunal de Contas, sim senhor, nós respondemos, mas entendeu notificar individualmente cada um dos eleitos, no mandato passado, com as posições diferentes que tiveram nas decisões, para responderem.”

Não implicará nada

Vai ter algumas implicações para a autarquia? - perguntámos
“Não implicará nada. Nós estamos conscientes, porque esta é uma resposta, acima de tudo técnica, que está tudo correcto é uma questão de interpretação.”

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