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REPARA – REGENERAÇÃO DA ÁREA RIBIEIRINHA DE ALBURRICA - BARREIROVisão estratégica para 5 km de frente ribeirinha avança já este an

A Câmara Municipal do Barreiro (CMB) anunciou, publicamente, a 4 de Janeiro a aprovação da candidatura REPARA – Regeneração Programada da Área Ribeirinha de Alburrica. Enquadrada no Eixo II e III do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), a candidatura integra mais de 40 acções englobando áreas como a reabilitação do território, tecido social e actividade económica de Alburrica e valorização de zonas como a Avenida Bento Gonçalves, Rua Miguel Pais e Barreiro Antigo.

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REPARA – REGENERAÇÃO DA ÁREA RIBIEIRINHA DE ALBURRICA - BARREIRO Visão estratégica para 5 km de frente ribeirinha avança já este an

Por Jornal Rostos

A Conferência de Imprensa de apresentação da candidatura foi dirigida por Rui Lopo, Vereador responsável pela área do Planeamento e Gestão Urbana da CMB que, depois de saudar os parceiros presentes, explicou aos jornalistas a ‘Visão Estratégica’ subjacente ao REPARA. Partindo de princípios orientadores para o Concelho do Barreiro como a Coesão Social e Qualificação da População, a Qualificação do Território e a Dinamização Económica pretende-se para estes cinco quilómetros de frente ribeirinha do Concelho do Barreiro uma dinamização turística e de lazer, projectando uma imagem de qualidade; a sua inovação, sustentabilidade, competitividade e até a criação de um cluster económico, a par da produção, do emprego, inclusão social, revitalização socioeconómica e ambiental.

Esta dinâmica que, segundo Rui Lopo, se pretende impelir ao quotidiano barreirense tem concretização prática através de um ‘Programa de Acção’ assente em oito grandes grupos de acção terrena, são eles: I – Alburrica: território e tecido social; II – Alburrica: reabilitação e juventude; III – Alburrica: reabilitação e actividade económica; IV – Miguel Pais; V – Barreiro Antigo; VI – Bento Gonçalves; VII – Eficiência energética e VIII – Controlo e disseminação da intervenção.
«ERA UMA CANDIDATURA, AGORA É UM PROJECTO»

A concretização desta estratégia, desta lógica de um Barreiro ribeirinho, e de um Barreiro voltado para os “nossos rios Tejo e Coina” foi sublinhada pelo Vereador Rui Lopo que afirmou, claramente, pretender ver “esta zona de Alburrica voltada para a fruição e para actividades de lazer”.

Sendo certo que Alburrica faz parte do contexto regional do território do Barreiro, as diferentes intervenções já realizadas no centro da cidade e a inter-ligação que se pretende desta zona com a do Barreiro Antigo materializaram e permitiram o enquadramento desta candidatura. Sublinhado que o REPARA, agora que foi aprovado, “já é um projecto”, Rui Lopo informou que, na prática, o projecto significa um investimento de cerca de 11,2 milhões de euros, dos quais foram elegíveis seis milhões, cabendo uma comparticipação do FEDER (a fundo perdido) de aproximadamente 3, 190 milhões de euros.

Acrescentando que “este projecto é um sucesso também graças àquilo que foi o empenho de todos os parceiros, os que vão materializar obra no terreno e todos os outros que vão, de alguma forma, dinamizar outras actividades, pois sem eles não seria possível estarmos aqui a congratular-nos e a apresentar a aprovação desta candidatura”, o Autarca reafirmou que será dado um passo muito importante para que “o Barreiro possa ser interpretado de forma definitiva como uma terra que olha para as questões energéticas cruciais para o seu desenvolvimento e crescimento de forma intimamente associada às questões da criação de emprego e de mais-valias a este nível”.

A terminar Rui Lopo informou os presentes que “ao longo dos três anos de projecto são muitas as acções que pretendemos realizar no terreno. Contamos com todos vós para o sucesso de um grande projecto que há-de resultar na recuperação deste território e naturalmente no incremento da qualidade de vida para a população barreirense, e não só”.
«A IMPORTÂNCIA DOS PROTOCOLOS E ACORDOS DE PARCERIA»

Carlos Humberto de Carvalho, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, começou por enfatizar a importância dos Protocolos e Acordos de Parceria estabelecidos afirmando que “sem estes parceiros e sem estes acordos não era possível chegar onde chegámos com esta candidatura. Os parceiros que estão hoje [segunda-feira] aqui e que connosco trabalharam, vão agora no terreno tornar possível a concretização destes projectos e deste velho sonho da população do Barreiro”.

Congratulando-se pelo facto de ser nesta geração e neste mandato “que vamos ter oportunidade de agir e intervir neste território de forma mais substancial”, o Presidente da Autarquia, acrescentou que, “se juntarmos a este passo um conjunto de coisas que estão já no terreno – a candidatura ao Polis (concretizada em parte no ano anterior) e que julgamos poder ver avançar este ano –, também temos em fase adiantada os estudo do Plano de Urbanização da Quimiparque, julgo que daremos passos significativos e determinantes para a recuperação e usufruto das zonas ribeirinhas do nosso Concelho”.

Salientando que o património ambiental de toda a zona ribeirinha do Concelho do Barreiro tem grande significado e que até pode ser um facto de atractividade e de diferenciação para o desenvolvimento do Concelho do Barreiro, Carlos Humberto de Carvalho esclareceu que estas intervenções não são feitas de forma isolada, “fazemo-las integradas numa visão mais abrangente e global e temos presente que as questões da actividade económica são determinantes e centrais no caso concreto do nosso Concelho. Assumir o Barreiro na centralidade da AML faz-se com um conjunto vasto de medidas e não só com uma, de per si”, disse.

Carlos Humberto de Carvalho revelou que, até ao momento, a Câmara Municipal do Barreiro já viu serem aprovadas 26 candidaturas no valor de 26 milhões de euros, vinte e quatro dos quais ao QREN. Para a Autarquia trata-se “de um esforço financeiro imenso, entre os 10 e os 15 milhões de euros, mas trata-se também de uma oportunidade única.”

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