Bacias de Retenção da Penalva - BARREIROAPRESENTAÇÃO DO ESTUDO HIDRÁULICO

Por Jornal Rostos
Reunidos no Auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro, Presidente da CMB, Carlos Humberto de Carvalho, Vereadora Sofia Martins e Vereador Rui Lopo, contextualizaram o problema actual perante os moradores das A.U.G.I., convidados para esta apresentação. Partindo da realidade actual de que existem zonas que inundam com grande frequência; de que o colector executado pela Autoeuropa (empresa do grupo Volkswagen situada no concelho de Palmela), não tem capacidade para drenar toda a bacia cuja área total é de 145 ha; de que os arruamentos também não têm condições de drenagem e de que existe uma vala sem continuidade (de onde as águas também não são escoadas), resulta o facto de ser impossível, até ao presente momento, o escoamento hidráulico das águas pluviais da zona da Penalva. Estes são problemas impossíveis de manter numa zona e num momento em que a área for urbanizada.
Unindo esforços, Câmara Municipal e LNEC tentam definir uma solução de drenagem que resolva em definitivo os problemas actuais. A apresentação do estudo, bem como da metodologia seguida, coube a Luís David, engenheiro do LNEC. O técnico começou por explicar que o Estudo, elaborado em parceria com a Universidade de Coimbra, para a CMB, teve uma primeira fase de análise hidráulica do sistema pluvial e uma segunda de pré-dimensionamento da rede de colectores e das bacias de retenção.
Da sua explanação resultaram as seguintes conclusões: actualmente existem oito bacias de retenção (Bacia de Betão; Bacia do Charco; Bacia do Tostão; Bacia do Pinheiro; Bacia das Caldeiras; Bacia de Vila Ribeiro; Bacia do Maciço e Bacia da Barra Cheia) todas elas relativamente permeáveis e cada uma com a respectiva dimensão e capacidade de carga e retenção.
Na opinião de Luís David, as ‘bacias de inundação’ vão ser uma certeza de que a população terá de ser consciencializada. “Serão locais de lazer em condições normais” disse, mas “serão zonas para inundar em situações de grande pluviosidade”. A ideia é “o enquadramento das bacias, ligando-as aos momentos de lazer e ao recreio da população residente”. As estradas a funcionar como meio de drenagem, e a criação de colectores que vão descarregar em valas ou linhas de água, serão, igualmente, outra das soluções encontradas.
Apresentado o Estudo, as questões dos moradores prenderam-se com a futura sequência dos trabalhos que possa conduzir à desejável regularização das A.U.G.I e/ou à urbanização dos terrenos.
Carlos Humberto de Carvalho, Presidente da CMB, disse aos presentes que este Estudo será um passo, mas um passo importante para a resolução dos problemas da Penalva. “Até agora não tínhamos encontrado soluções técnicas para as águas da chuva e sem isto nada podíamos fazer para urbanizar os terrenos. Se todas as premissas do Estudo se comprovarem, agora podemos avançar”.
Assim sendo, o passo seguinte será uma reunião formal com a ARH – Administração da Região Hidrográfica do Tejo, a quem cabe a aprovação do documento. Se tudo se confirmar, passar-se-á em seguida para o projecto de execução. “Paralelamente”, disse o Autarca, “é preciso fazer duas coisas: saber quanto custam as obras para calcular a repartição de custos e fazer o contacto com os proprietários dos terrenos onde se localizam as bacias para com eles se chegar a acordo”. A execução destas obras, refira-se, será sempre integrada nas obras de infraestruturas dos alvarás de loteamento e de reconversão de A.U.G.I.













