Junta de Freguesia de Palhais – BARREIROGoverno cede «aos interesses de uma grande burguesia»
A não construção da Terceira Travessia priva o Concelho de acessibilidades afastando os investidores, perdendo-se assim a oportunidade de criar novas empresas e postos de trabalho. Os próprios planos do Arco Ribeirinho ficam desde já comprometidos com tal adiamento.» - sublinha a Junta de Freguesia de Palhais.

Por Jornal Rostos
Divulgamos o texto integral do comunicado da Junta de Freguesia de Palhais:
O FUTURO NÃO SE ADIA
Foi com apreensão que a Junta de Freguesia de Palhais recebeu a informação de que o Governo se prepara para adiar a concretização de projectos de desenvolvimento do país com forte incidência na nossa Região e nosso Concelho.
A Junta de Freguesia, ciente do impacte negativo que esta cedência representará para o país, e principalmente para os cidadãos da nossa Região e do nosso Concelho quer desde já manifestar o seu frontal desacordo e indignação com tal decisão.
O nosso Concelho foi vítima de um processo de desindustrialização acelerada, motivada pela precoce e mal negociada adesão à Comunidade Europeia, que eliminou milhares de postos de trabalho num curto intervalo de tempo.
A não construção da Terceira Travessia priva o Concelho de acessibilidades afastando os investidores, perdendo-se assim a oportunidade de criar novas empresas e postos de trabalho. Os próprios planos do Arco Ribeirinho ficam desde já comprometidos com tal adiamento.
A não construção da linha de caminho de ferro em bitola europeia de Lisboa a Caia mantém o país balcanizado, desligado da Rede Trans-europeia definida pela TERFN (Trans-European Rail Freight Network).
Impede assim que os Portos de Lisboa, Porto e Setúbal (e também o de Leixões) assumam um papel preponderante como Porta de Entrada e Saída da Europa nas rotas do comércio com a Ásia, África e América.
Mais uma oportunidade perdida para criar postos de trabalho e riqueza nacional.
Lamentamos que o governo ceda aos interesses de uma grande burguesia que, não querendo perder privilégios e ávida de rendas e dividendos, quer mais uma vez sacrificar o próprio país e os seus filhos.
Por isso terminamos afirmando a nossa expectativa na mudança de rumo do governo e lembrando que O FUTURO SE CONSTRÓI NO PRESENTE.













