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Bastidores

GARE do SUL - BARREIRO«Uma Centralidade, uma das Âncoras do Processo de Reconversão da Quimiparque»

“Uma centralidade, uma das âncoras do Processo de Reconversão da Quimiparque”. Foi como o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto de Carvalho definiu a futura Gare do Sul, no acto de assinatura do Protocolo relativo à Integração Urbanística da Gare do Sul (Estação do Lavradio) entre a Câmara Municipal do Barreiro, RAVE – Rede Ferroviária de Alta Velocidade S.A., REFER – Rede Ferroviária Nacional e a PARQUE EXPO S.A.

Uma cerimónia realizada na presença do Secretário de Estado de Transportes, Correia da Fonseca, ontem, dia 14 de Junho, nas oficinas dos Serviços Municipalizados de Transportes Colectivos do Barreiro.

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GARE do SUL - BARREIRO «Uma Centralidade, uma das Âncoras do Processo de Reconversão da Quimiparque»

Por Jornal Rostos

Após a assinatura do Protocolo realizado no âmbito do Plano de Urbanização (PU) da Quimiparque, o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto de Carvalho anunciou que espera ver concluído o PU nos primeiros meses de 2011. “Foi um longo caminho percorrido até hoje, de articulação, de relacionamento, de trabalho intenso de múltiplas conversas e de vários combates pelo desenvolvimento do País, da Região e do nosso Concelho”. Por um desenvolvimento integrado e sustentado, por um desenvolvimento a pensar nas pessoas e na sua qualidade de vida que traga coesão social.
O autarca lembrou os anos difíceis vividos no Barreiro, “uma crise económica, social e consequentemente emocional e de confiança”. Carlos Humberto de Carvalho aposta num Barreiro vivo e numa nova esperança, com o projecto de recuperação da Quimiparque, com a nova Travessia do Tejo e as suas ligações rodoviárias complementares, com a ponte Barreiro-Seixal, com o Metro Sul do Tejo, com os novos postos de trabalho que a requalificação pode determinar, com o novo centro da cidade, com as intervenções nas frentes ribeirinhas, com a recuperação do parque escolar, entre outros aspectos.

“Uma esperança que queremos transformar em realidade para poder continuar a contribuir para o desenvolvimento equitativo da Região e do País e dar contributos para a melhoria da qualidade de vida da população do Concelho”. Assim, referiu, querer poder continuar a contribuir para a riqueza nacional e para a criação de emprego como ao longo de séculos esta Terra (o Barreiro) o tem feito.
Apesar dos tempos difíceis, o Presidente está esperançado no futuro. “Não são tempos de cruzar os braços, são tempos de sermos ainda mais combativos de construirmos o futuro no Presente, de investirmos, de fazer investimento público que deve assumir o seu papel dinâmico na economia nacional”.

Terceira Travessia do Tejo – “Uma Imprescindibilidade”
A construção da Terceira Travessia do Tejo é para o autarca “uma necessidade, uma imprescindibilidade que deve tornar-se irreversível. O País precisa destes investimentos. A Terceira Travessia do Tejo (TTT) tem uma importância que assinalamos no ordenamento do território centrando a Área Metropolitana e o desenvolvimento da Grande Lisboa, como cidade região, cidade de duas margens dando cumprimento ao que se encontra estabelecido no Plano Regional de Ordenamento do Território para a Área Metropolitana de Lisboa”.

A importância do Arco Ribeirinho Sul
Segundo o Presidente, o desenvolvimento das actividades logísticas, a recuperação e reconversão dos antigos territórios industriais e a instalação de novas actividades económicas na Margueira, em Almada, na Siderurgia, no Seixal e na Quimiparque - Baía Tejo, no Barreiro, serão um contributo para que o Arco Ribeirinho Sul “não seja apenas um projecto, mas seja uma realidade”.
Em relação ao sistema de transportes, nas suas três componentes ferrovia convencional, Alta Velocidade e rodovia, o Presidente defende que este “deve caminhar para se assumir com um papel crescente no planeamento, na organização e na operacionalização do sistema integrado de Transporte da Área Metropolitana de Lisboa”.
Para o autarca a TTT também dará um contributo importante para que o transporte público ganhe novos adeptos “pela qualidade dos serviços que deve prestar, pelo conforto, pela rapidez, por ser mais económico e mais sustentável”.

Oficinas dos TCB – duas razões para a escolha
Carlos Humberto de Carvalho informou que as oficinas dos TCB foram escolhidas para a realização deste acto, por dois motivos: “para afirmar o transporte público e os nossos transportes colectivos e pedir ajuda ao Secretário de Estado, ao Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres (IMTT) e à Autoridade Metropolitana de Transportes para que nos apoiem e ajudem na construção da sustentabilidade económica e na melhoria da diversificação dos serviços dos nossos transportes”.
A segunda razão teve a ver com a localização precisa da futura Gare do Sul.

GARE DO SUL – Uma centralidade, uma das âncoras do processo de reconversão do território da Quimiparque
Para além de uma estação, a Gare do Sul representa para Carlos Humberto de Carvalho “uma centralidade, uma das âncoras do processo de reconversão do território da Quimiparque, cujo Plano de Urbanização (PU) deve estar concluído no início de 2011”.

O Presidente da Câmara Municipal do Barreiro concluiu a sua intervenção com palavras encorajadoras. “Só assim foi possível, só assim será possível. A todos um bom trabalho e mãos à obra por um Portugal competitivo, uma Área Metropolitana de Lisboa forte coesa e internacionalizada, uma Região polinucleada, um Barreiro para trabalhar, viver e usufruir”.

Alta Velocidade e TTT - Projectos Fundamentais
Na sua intervenção, o Secretário de Estado lembrou quando esteve em Saragoça onde foram discutidas quais as novas prioridades para as redes europeias de transportes e aí teve a oportunidade de assinar um memorando de entendimento entre os governos de França, Espanha e Portugal. O documento pretende conquistar Bruxelas para a importância do projecto do corredor Lisboa – Madrid. “Queremos ver reconhecida a importância deste corredor, reforçando o seu financiamento e não nos deixarmos ultrapassar por outros projectos concorrentes no quadro europeu”.

Correia da Fonseca considerou a TTT e a Alta Velocidade “projectos fundamentais para o nosso País se nós pensarmos qual a grande diferença entre as nossas empresas e as do centro da Europa é a acessibilidade e a rapidez com a que as empresas do centro da Europa chegam aos grandes mercados europeus, em contrapartida com as dificuldades de acesso que temos”.
Na sua opinião, a melhoria da competitividade e da qualidade de vida dos cidadãos da Área Metropolitana de Lisboa, passa por “permitir que o comboio convencional feche o anel ferroviário de Lisboa e permita uma maior integração das duas margens do Tejo”.

Obras em Setembro
Correia da Fonseca garantiu que a Alta Velocidade é uma realidade e anunciou o início da obra para Setembro. “Já assinámos o contrato Poceirão-Caia. Do lado Espanhol, a obra está a avançar. Em Setembro teremos obra no terreno. Este contrato torna a Terceira Travessia uma inevitabilidade, apesar do seu adiamento, esperemos respeitar um período de seis meses, logo que a situação financeira o permita, iremos avançar”.

O Secretário de Estado considerou que a TTT “vai ter uma importância enorme também para o Barreiro, pois a cidade tem sido excluída. O Barreiro está praticamente à mesma distância do centro de Lisboa, como está Palmela. Estão tão vizinhos e tão longe”, lamentou.
Segundo este, essa será uma das razões para que o Barreiro esteja a atravessar dificuldades económicas extremas.
A TTT terá um papel fundamental para criar maior riqueza, postos de trabalho e melhores condições de vida das populações.

De acordo com Correia da Fonseca este protocolo “será o primeiro passo, outros terão de ser dados e a Administração Central terá o máximo empenho de se articular e de criar os protocolos necessários em nome desse desenvolvimento”.

Alta Velocidade – Concurso para Breve
O Presidente Carlos Humberto de Carvalho informou que dentro de cerca de quatro, ou cinco meses se vai avançar com o concurso para a construção do troço de alta velocidade Poceirão-Lisboa. “Depois das férias seria lançado o concurso com novas verbas”.
A vigência do protocolo é de 24 meses. Para Carlos Humberto de Carvalho este “é um prazo máximo, mas nós pensamos que dentro de um ano e pouco essa integração urbanística seja feita e a obra comece no imediato. Este processo será articulado com o concurso Poceirão-Caia, incluindo a Terceira Travessia do Tejo, tendo em conta as propostas que irão surgir”.
Em relação aos planos de urbanização “pensamos que nos primeiros meses de 2011 estejam concluídos”.

Refira-se que a anteceder a assinatura do Protocolo, os convidados visitaram vários locais do Concelho, entre as quais: a área do Polis, a zona Ribeirinha do Rio Coina, o futuro local de amarração do Metro Sul do Tejo, o Corredor Ferroviário - Terminal Fluvial, Património Ferroviário, o território da Quimiparque e, por último, os Serviços Municipalizados dos Transportes Colectivos do Barreiro.

BREVE REGISTO

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