SEMANA DA SAÚDE E DA SOLIDARIEDADE - BARREIROPresidente da CMB faz “balanço muito positivo” da iniciativa
Na iniciativa, Presidente e Vereadora Regina Janeiro reafirmaram também o desacordo e preocupação face ao encerramento da urgência pediátrica no Hospital do Barreiro, no período nocturno, durante os meses de verão.

Por Jornal Rostos
O Autarca lembrou as várias iniciativas que fizeram parte do programa da Semana da Saúde e da Solidariedade, nomeadamente as visitas às obras de construção de creches e jardins-de-infância no âmbito do Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais (PARES), reuniões com várias entidades para a análise de temas como crianças e jovens em risco, pobreza e exclusão social, deficiência e saúde mental, cuidados continuados, visitas aos Centros de Saúde, apresentação do Guia de Recursos Sociais, assinatura da Declaração de Compromisso – Adesão à Rede Portuguesa de Cidades Saudáveis, entre outras actividades.
“A intervenção do Município nas áreas da saúde e solidariedade é limitada, mas em todos os contactos a Autarquia disponibilizou-se para colaborar e fazer a interligação em acções futuras”, referiu o Presidente da CMB, salientando que ficaram acordadas reuniões com as entidades para intervenção coordenada em variadas áreas.
Encerramento da urgência pediátrica no Barreiro no período nocturno
Carlos Humberto de Carvalho lembrou que, também no âmbito da Semana da Saúde e da Solidariedade, teve lugar uma reunião entre o Executivo Municipal e o Conselho de Administração do Centro Hospitalar Barreiro/Montijo, a 7 de Junho, onde foi evidenciado o normal funcionamento da Pediatria, mesmo em período de férias. No entanto, no dia seguinte, o Ministério da Saúde anunciou o encerramento, no período da noite, das 00h00 às 9h00, entre 15 de Junho e 15 de Setembro, das Urgências Pediátricas dos Centros Hospitalares Barreiro/Montijo e de Setúbal, ficando a funcionar apenas no Hospital Garcia de Orta. A CMB mostrou, em nota à comunicação social, datada de 9 de Junho, “surpresa, apreensão e total desacordo” com esta medida, “exigindo da Tutela a revogação, com a reposição do normal funcionamento da Urgência Pediátrica”.
A Vereadora Regina Janeiro, responsável pelo Departamento de Acção Sócio-Cultural da CMB, realçou, no encontro com os jornalistas, o facto das “crianças e seus familiares terem de se deslocar dezenas de quilómetros para lhes ser prestada assistência médica urgente no Hospital Garcia de Orta”. A Autarca referiu que “a confirmar-se esta intenção, agravar-se-á a prestação dos cuidados de saúde à população, em particular à população infantil da Região de Setúbal. Consideramos esta decisão inqualificável, inaceitável, impensável, inimaginável, insensível, escandalosa”.
O encerramento dos dois centros hospitalares deverá afectar em média 1440 crianças, segundo revelou Regina Janeiro de acordo com dados da Administração Regional de Saúde. “Segundo sabemos, no Hospital do Barreiro são atendidas em média 13,7 crianças entre os 0 e os 10 anos, da 00h00 às 9h00. O que quer dizer que, só no Barreiro, cerca de 1260 crianças não vão ter assistência”, referiu a Autarca, salientando ainda que “foi anunciado com pompa e circunstância o alargamento das urgências pediátricas até aos 18 anos. Quem vai atender estes adolescentes?”.
Tendo em conta que a decisão foi justificada pela falta de médicos, Regina Janeiro questiona “sendo verdade, há quanto tempo esta situação é conhecida pelo Ministério da Saúde e o que é que fez para minimizar os seus impactos?”. E revelou ainda que as escalas dos serviços pediátricos do Barreiro estão feitas até 30 de Setembro, pelo que o seu normal funcionamento estaria assegurado.
“A medida indicia uma total falta de rigor e seriedade no planeamento e gestão dos serviços de saúde e a única justificação que conseguimos encontrar baseia-se em razões puramente economicistas, pelo que não aceitamos e não nos resignamos a esta situação. Tudo faremos para a inverter! Não aceitamos que sejam as crianças da Península de Setúbal a pagar com a sua saúde a crise que outros criaram”, garantiu.
Regina Janeiro considerou ainda que “encerrar as urgências pediátricas demonstra o desinvestimento e a destruição do Serviço Nacional de Saúde”, referindo que “esta medida é ofensiva e demonstra mais uma vez a falta de respeito pelas populações da Península de Setúbal, nomeadamente pelas suas crianças.













