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Bastidores

Encerramento das urgências pediátricasARS-LVT «total insensibilidade irresponsabilidade e incompetência»

A Câmara Municipal congratulou-se com a decisão anunciada, no dia 14, pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARS-LVT) de manutenção em funcionamento permanente da urgência pediátrica do Hospital de S. Bernardo.

Na moção aprovada, em reunião pública, com os votos favoráveis da CDU e contra do PS e a abstenção do PSD, a Autarquia sublinha que a anterior decisão de concentrar, a partir de 15 de Junho, o serviço nocturno da urgência pediátrica do distrito de Setúbal no Hospital Garcia de Orta, por falta de pessoal médico, evidenciou, da parte da ARS-LVT, “total insensibilidade irresponsabilidade e incompetência”.

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Encerramento das urgências pediátricas ARS-LVT «total insensibilidade irresponsabilidade e incompetência»

Por Jornal Rostos

O texto aprovado refere que a medida revelou “uma visão puramente economicista do funcionamento do Serviço Nacional de Saúde”, uma conquista de Abril que parece dizer pouco aos actuais responsáveis governamentais e que nada diz a alguns responsáveis partidários distritais”.

A “cegueira partidária”, por parte de quem partidarizou a questão, refere a moção, “impede que compreendam que a defesa do direito à prestação de cuidados de saúde, em segurança e de qualidade, é mais importante do que o interesse conjuntural de um Governo, seja ele qual for”.

A Câmara Municipal de Setúbal, perante a postura de “absoluto autismo” da ARS-LVT, indica o texto, apela a que, “de futuro, haja uma maior união política em torno de questões tão sensíveis como as que envolvem a saúde das pessoas”.

O documento aprovado refere ainda que a “incompetência da ARS-LVT foi evidente na incapacidade que demonstrou em resolver, com os meios que têm à disposição, o problema da falta de pessoal médico que conhecia desde Abril, problema que, depois de os protestos populares se tornarem audíveis, foi, afinal, capaz de resolver em menos de uma semana”.

A Autarquia exige que ARS-LVT apresente um pedido de desculpas público e inequívoco às populações do distrito de Setúbal, “pedido que deveria ser apresentado em forma de demissão dos órgãos dirigentes desta administração regional de saúde”.

O recuo da ARS-LVT é “a prova que de vale a pena protestar”, lutar e “exercitar o direito à indignação perante tais decisões”.

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