Oportunidades e Desafios no Estuário do Tejo em análise no BarreiroVisão estratégica que vem do conceito de Arco Ribeirinho Sul
«A qualidade das intervenções, dos contributos” e “as visões – de uns, mais concreta; de outros, mais sonhadora - que nos foram apresentadas» foram, de acordo com o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro (CMB), alguns dos muitos aspectos positivos a retirar do Seminário “Waterfront/Frentes Ribeirinhas – Oportunidades e Desafios no Estuário do Tejo”, que a CMB promoveu na passada sexta-feira, 8 de Outubro, no Auditório da Escola Superior de Tecnologia (EST) do Barreiro, e que reuniu cerca de 160 pessoas, entre profissionais e estudantes das mais diversas áreas do saber.

Por Jornal Rostos
As visões apresentadas e “por outro lado, a confirmação que a CMB tem um conjunto de parceiros e consegue construir um conjunto de parcerias que, com certeza, ajudarão a concretizar – no todo ou em parte significativa - as ideias, os projectos que temos”, foram, igualmente, reflexões de Carlos Humberto Carvalho num balanço após o encerramento dos trabalhos.
No balanço final, o Presidente sublinhou, ainda, “a capacidade realizadora do Município do Barreiro e também a Administração do Porto de Lisboa – nossa parceira na realização desta iniciativa”- “que se provou não só pela quantidade de pessoas mas pela qualidade das intervenções e dos contributos aqui prestados”.
Carlos Humberto de Carvalho e Andreia Ventura, em representação do Conselho de Administração da APL - Administração do Porto de Lisboa, abriram e encerraram o Seminário.
Durante todo o dia foram abordadas várias perspectivas da temática, apresentadas múltiplas experiências e partilhadas opiniões, perante uma plateia com elementos oriundos dos mais diversos pontos, entre técnicos autárquicos, representantes de instituições, profissionais ao nível privado, estudantes dos mais diversos graus, e munícipes interessados.
Pelas mesas de discussão passaram nomes como os de António Câmara, CEO da Y-Dreams, António Fonseca Ferreira, Presidente do Arco Ribeirinho Sul, Augusto Mateus, da Augusto Mateus & Associados, João Pedro Costa, da Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa, Manuela Patrício, responsável da Área Negócio Portuário, Cruzeiros e Náutica de Recreio Marítimo-Turística do Porto de Lisboa, Rodrigo Ollero, da Universidade Lusíada, Rolando Borges Martins, Presidente da Parque Expo, Simone Pio, Vice-Presidente da Administração da Região Hidrográfica do Tejo, Tomás Salgado, do Gabinete Risco, e, como moderadores, os vereadores da CMB Sofia Martins – Vice-Presidente – e Rui Lopo.
Importância dos aspectos colocados à consideração
Para o Vereador do Planeamento, Rui Lopo, já após o período da manhã, o balanço era “muito positivo”, “quer pelo número de participantes, quer pela tipologia das apresentações, que acabaram por abarcar os aspectos que queríamos que fossem colocados à consideração”.
Na sessão foi efectuada uma abordagem da vertente da náutica de recreio, “sobretudo numa perspectiva económica”. Ou seja, disse, “perceber como é que isso pode ser gerado localmente numa lógica económica e numa lógica de parcerias”. “Não há aqui uma bipolarização APL/CMB”, porém “claramente, o parceiro APL tem uma lógica também de ligação com outros parceiros locais. Não só na construção mas sobretudo – isto é muito importante – na manutenção e exploração, que têm de ser de facto consideradas”, explicou.
Numa outra intervenção, foi apresentada uma “visão estratégica, que vem de trás, do conceito de Arco Ribeirinho Sul e que, na prática, consubstancia tudo aquilo que temos pensado. Digamos que estamos alinhados com aquilo que tem vindo a ser reflectido pelos académicos”, reconheceu o Vereador, demonstrando a sensibilidade para os riscos ambientais associados à subida do nível médio das águas do mar. “O Plano de Urbanização da Quimiparque contempla essas lógicas”.
Na apresentação do estudo de caso “A Frente Marítima de Ponta Delgada”, Rui Lopo salientou as características “em tudo semelhante (…) ao que pretendemos que venha a ser a intervenção no Barreiro - sua qualidade urbana, de integração”. “Aquilo que foi feito em Ponta Delgada é, em tudo, parecido com aquilo que queremos fazer – não na área, não na dimensão, mas na abordagem”, concluiu o Vereador.
Reunião de parceiros e partilha de ideias
Para Andreia Ventura, da APL, o Seminário “teve a vantagem de ter pessoas de diferentes áreas”. A representante a APL salientou, no final do dia, o envolvimento de “todos os parceiros”, de diferentes áreas, “sentando-os à mesa e obrigando-os a partilhar ideias, ver os projectos uns dos outros, para ver em que medida são, ou não, compatíveis”.
“Foi um fórum de discussão muito interessante. Teve a perspectiva – no que a mim me diz respeito – da actividade mais portuária, de planeamento, arquitectónica, económica. Foi muito completo, muito dinâmico”, rematou.
Este Seminário, que contou com o apoio da EST Barreiro, estava inserido na programação da iniciativa “Os Nossos Rios Aqui Tão Perto”, que se prolonga, em diversos locais do Concelho, por todo o mês de Outubro, com uma mão cheia de propostas no âmbito das artes, gastronomia, desporto, lazer, natureza e património, celebrando os rios, omnipresentes na vida da população local.













