Plataforma de Aterragem em SetúbalSetúbal «na vanguarda da protecção civil a nível nacional»
“O acesso a meios aéreos de transporte de doentes ao centro da cidade fica bastante facilitado e permite um socorro mais eficaz em caso de acidente”, destacou a presidente da Câmara Municipal, Maria das Dores Meira, na cerimónia de inauguração da plataforma de aterragem, instalada na zona do Jardim da Algodeia.

Por Jornal Rostos
O equipamento, com um custo de cerca de 8500 euros, é constituído por três zonas circulares distintas – uma zona de aterragem e descolagem, com 15 metros de diâmetro, e duas áreas de segurança sem obstáculos impeditivos de manobras, com 30 e 40 metros de diâmetro.
A aposta da Autarquia “na expansão e fortalecimento da uma cultura de segurança” colocam Setúbal “na vanguarda da protecção civil a nível nacional”, sublinhou Maria das Dores Meira, assinalando o investimento “na melhoria das condições que garantem uma boa organização logística da protecção e do socorro no Concelho”.
A área da protecção e do socorro “foi uma das que registou, nos últimos anos, um investimento bastante substancial”, recordou a autarca, contrariando, assim, “os balanços de actividade feitos à pressa, apenas em conformidade com interesses partidários e visões restritas da realidade”.
A plataforma de aterragem inaugurada hoje na Algodeia é uma das acções que integram o Plano Municipal de Intervenção no Centro Histórico de Setúbal, um investimento global de 608 mil euros, comparticipado em 70 por cento pelo QREN – Quadro de Referência Estratégico Nacional.
Deste programa fazem ainda parte equipamentos como uma viatura de combate a incêndio, dois botes, três tendas insufláveis, 20 aparelhos de comunicação e três megafones, materiais já adquiridos.
A instalação de sinalética de emergência é outra das acções a implementar, em breve, em locais estratégicos do Centro Histórico, assim como a colocação de cinco colunas informativas, equipadas com sistema sonoro de alarme, 21 colunas SOS – Ponto de Encontro e 250 sinais de caminho de fuga, bem como armários de primeira intervenção, com materiais e equipamentos de protecção individual e sinalização.
A total cobertura do sistema de marcos de água no Centro Histórico, com um custo global de 150 mil euros, é outra das operações já realizadas no âmbito deste plano, que incluiu a instalação de 49 novas bocas-de-incêndio, a recuperação de 150 existentes e a anulação de 155 desactivadas.
A presidente da Câmara Municipal anunciou a apresentação de uma nova candidatura no âmbito da protecção civil ao QREN, a qual, “em caso de aprovação”, salientou, “dotará a Companhia de Bombeiros Sapadores de Setúbal [CBSS] de meios reforçados para o combate a incêndios e outros sinistros”.
A candidatura, no valor global de 2,256 milhões de euros, com um investimento da Autarquia de cerca de 677 mil euros, inclui a aquisição de uma plataforma elevatória com 45 metros, um veículo de socorro e assistência especial e um sistema integrado de gestão de emergência.
Uma rede de monitorização e alerta de dados meteorológicos, um equipamento de salvamento em grande ângulo e espaços confinados, uma rede integrada de comunicações e contentores multifuncionais são outros materiais incluídos na candidatura.
Maria das Dores Meira recordou ainda que, além destas aquisições comparticipadas por financiamentos comunitários, “a Câmara Municipal substituiu, recorrendo apenas a fundos municipais, o veículo de socorro e apoio táctico” da CBSS, reforçando a “capacidade de socorro em acidentes de viação com vítimas encarceradas”.
A criação do Serviço Municipal de Protecção Civil e Bombeiros e do Gabinete Técnico Florestal Intermunicipal da Arrábida, a admissão de duas novas recrutas, num total de 40 bombeiros, e a elaboração de um conjunto de regulamentos e orientações foram alguns dos exemplos referidos pela autarca do investimento do Município na melhoria das condições de protecção e socorro em matéria de recursos humanos e materiais.
De realçar que, no âmbito da protecção civil, Setúbal vai acolher, no dia 25, o encontro final do projecto SCHEMA, patrocinado pela Comissão Europeia, para estudo das metodologias de resposta às vulnerabilidades em caso de ocorrência de tsunamis no Atlântico Norte e Mediterrâneo.













