Presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira«O Partido Socialista mente. Não há outra forma de dizer isto»
Os eleitos da CDU salientam o volume da actividade municipal desenvolvida, de que se destaca a recente inauguração de estabelecimentos de ensino e de uma plataforma de aterragem de helicópteros, a par dos “investimentos qualificadores da cidade e do concelho”, como a regeneração urbana da Bela Vista, a instalação da Casa da Baía e a requalificação histórica da zona ribeirinha e do Bairro de Troino.

Por Jornal Rostos
A melhoria da higiene e limpeza da cidade e a racionalização dos serviços camarários, com efeitos na redução de custos de funcionamento, são outros aspectos realçados.
Em face destas medidas, que se juntam a diversos projectos prestes a arrancar, os eleitos da CDU enquadram as recentes declarações proferidas por dirigentes e autarcas do PS e do PSD a propósito do primeiro ano do mandato 2009-2013 “no habitual jogo político-partidário feito em torno da gestão autárquica”, tanto mais que “indiciam ou um desconhecimento da realidade ou uma deliberada manipulação dos factos”.
A declaração apresentada pela presidente da Câmara Municipal refere que as afirmações do líder concelhio do PS, Luís Gonelha, sobre um alegado incumprimento da amortização da dívida são destituídas de rigor.
“O Partido Socialista mente. Não há outra forma de dizer isto”, refere o texto. “Mente porque sabe muito bem que a amortização da dívida que refere, e que diz respeito ao contrato de reequilíbrio financeiro que a Câmara Municipal de Setúbal foi forçada a celebrar graças à ruinosa gestão que o Partido Socialista praticou na Autarquia, é feito de forma automática às entidades bancárias antes das transferências que a Direcção-Geral das Autarquias Locais faz para a edilidade. Ou seja, essas amortizações nem chegam a entrar nos cofres da Autarquia.”
Maria das Dores Meira salienta que hoje, quase dez depois de o PS ter saído da presidência da Autarquia, “ainda se continuam a pagar os efeitos do caos financeiro e organizativo em que deixou a Câmara Municipal de Setúbal”.
Os eleitos da CDU consideram, por outro lado, que Paulo Valdez, do PSD local, “perdeu completamente a postura” no balanço que apresentou ao apelidar as iniciativas promovidas pelas colectividades do Concelho e apoiadas pela Autarquia de “fungagá”, desvirtuando, assim, actividades promovidas “com empenho e sacrifício” pelas associações e grupos de teatro de Setúbal.
“Ficamos a saber, embora isso não constitua uma novidade absoluta, que para o PSD os espectáculos do Teatro Animação Setúbal são reles e desafinados, a actividade da Academia de Dança Contemporânea é reles e desafinada, as iniciativas culturais da Capricho Setubalense são reles e desafinadas, isto só para citar alguns exemplos”, indica a declaração.
Maria das Dores Meira contesta que PS e PSD defendam que a Câmara Municipal, além do esforço de investimento desenvolvido no prosseguimento da requalificação de Setúbal e do saneamento financeiro da Autarquia, ainda “se substitua ao Governo nas suas mais directas responsabilidades”.
Ainda assim, recordou a edil, a Autarquia setubalense ultrapassa o cumprimento das suas competências e responsabilidades, como sucede, por exemplo, no caso das refeições escolares. “Aqui, a Câmara Municipal é a única barreira entre a fome a que centenas de crianças estariam condenadas e a possibilidade de não chegarem ao fim do dia de barriga vazia.”













