PSD AlmadaVota Contra as Opções do Plano e Orçamento 2011
Os sociais democratas referem que apresentaram «17 propostas e princípios para a elaboração do Orçamento» que a CDU não aceitou, sublinham, porque apenas quis «garantir a sua aprovação através de um pseudo-acordo com o BE».

Por Jornal Rostos
O Porquê do PSD Votar Contra as Opções do Plano e Orçamento da Câmara Municipal de Almada e SMAS
Ontem assistimos a mais uma votação das Grandes Opções do Plano e Orçamento da Câmara Municipal de Almada e dos SMAS para 2011, sendo que, mais uma vez, o Bloco de Esquerda devolveu, sem grande critério ou sentido de exigência, a maioria absoluta à CDU que os Almadenses lhe tinham retirado.
Com isto ganhou a CDU, que se preocupou em todo o processo não em garantir um bom orçamento, mas sim em assegurar a sua aprovação. Perderam com esta forma de agir os Almadenses que assim terão mais do mesmo durante o ano de 2011.
O PSD, através dos seus vereadores, assumiu uma posição responsável, apresentando-se ao longo deste processo com uma atitude séria, leal e de defesa dos cidadãos, respeitando os compromissos que assumiu com os Almadenses, deixando claro que estava disponível para participar na construção técnica do documento e de forma a que ele contemplasse as nossas principais ideias e propostas, que a nosso ver, seriam um contributo para uma Almada mais rica, justa e solidária.
Assim, o PSD apresentou 17 propostas e princípios para a elaboração do Orçamento:
1- Aposta na Atracção de Investimento através da disponibilização de terrenos e taxas municipais mais competitivas (para além das já previstas para as indústrias tecnológicas), bem como a apresentação de uma proposta de derrama mais baixa para 2012;
2- Criação de um verdadeiro Parque Tecnológico na Caparica junto à FCT-UNL (um projecto mais ambicioso do que o actual Madan Park);
3- Criação de um Programa de Apoio à Reconversão do Comércio Local, com apoio a fundo perdido de parte dos montantes investidos;
4- Investimento Municipal para criar espaços com grandes áreas para atracção de Grandes Marcas para Almada Centro, para com isso dinamizar a vivência comercial daquela zona do concelho, passando também por alargar os horários de funcionamento;
5- Abertura da zona pedonal de Almada Centro (no que às Avenidas principais diz respeito), bem como promover uma intervenção estruturada para rever a circulação, passeioe e estacionamento desde Cacilhas até ao Centro Sul, ao longo das Avenidas Centrais;
6- Criação da Polícia Municipal;
7- Criação de um Programa Municipal de Reabilitação Urbana, com condições mais favoráveis para recuperar o parque habitacional;
8- Criação de um Programa Municipal de Arrendamento Jovem;
9- Criação de um Programa de Inclusão Social, apostando nas vertentes de Formação Cívica e promoção da Formação e Reintegração Profissional;
10- Criação de uma nova Política de Habitação Social, acabando com os actuais mega bairros sociais;
11- Reforço das verbas para recuperação dos Bairros Camarários;
12- Cortes quantificados nas rúbricas "OUTROS", e promoção de mais especialização do Exercício;
13- Construção do Mapa de Despesa de forma mais participada, para promover verdadeiros cortes nos desperdícios; O PSD propôs apresentar um documento a esse nível se a Presidente aceitasse discutir as rubricas do Orçamento (a Sra Presidente não quis...);
14- Informação Municipal- A CMA passaria a ter no Site e no Boletim Municipal informação, posições, sentido de voto dos Autarcas "não executivos";
15- Reforço da Intervenção na Limpeza Urbana; Um Novo Modelo de Recolha de Lixo e de Monos;
16- Definição de um novo Modelo de Financiamento do Programa Pólis, sem que estejamos dependentes da venda de terrenos;
17- Revisão profunda do Plano de Acessibilidades e Mobilidade;
Ao contrário do que a Sra. Presidente da CMA referiu na reunião de ontem, mentindo descaradamente, não foi o Bloco de Esquerda a única força política que apresentou propostas (sendo que para o BE, a aprovação do Orçamento justificou-se apenas com um aumento de 200 mil euros na área da Habitação- nós propusemos um plano mais ambicioso...- bem como a promessa de uma eventual concretização de uma casa de apoio a sem abrigo... muito pouco convenhamos... ou será que o acordo envolve outras questões não públicas?).
Como se pode ver, o PSD apresentou um conjunto muito significativo de propostas e se não hoje melhor Orçamento foi porque a CDU não quis, pois do alto da sua arrogância e falta de sentido de responsabilidade preferiu apenas garantir a sua aprovação através de um pseudo-acordo com o BE.
Fica assim claro para os Almadenses, e mais uma vez, que temos hoje uma nova maioria em Almada. Assente na mesma forma autoritária, arrogante e nada dialogante da maioria CDU a que se juntou um BE subserviente que tudo aprova, mesmo que com isso esteja a deitar fora os compromissos assumidos com a população.
O PSD deixou mais uma vez clara a sua posição. Apresentou propostas, denunciou os níveis de desperdícios na despesa corrente da CMA (só nas comemorações do 25 de Abril foram gastos perto de 100 mil euros!!!...), e quis contribuir para que Almada tivesse uma Câmara com mais visão, mais exigência e superior ambição de desenvolvimento. O PSD propôs mas a CDU não quis.
Assim não ganhou a Atracção de Investimento, não ganharam os comerciantes, não ganhou a Mobilidade com o final da zona pedonal de Almada e a intervenção nas avenidas da cidade e acessos do Centro Sul, não se apostou numa nova Política de Habitação (com um Programa de Arrendamento Jovem) e não ganharam os Almadenses com o fim da propaganda política que é hoje o site e o Boletim Municipal de Almada.
Que seja mais um sinal da Almada que hoje, infelizmente, temos e que no futuro desejamos não mais ter. Porque esta maioria, artificial da CDU e do BE não duram mais do que este mandato, e em futuros actos eleitorais temos fé que os eleitores saberão penalizar esta forma de estar e de fazer uso dos cargos políticos e públicos.













