Aumento dos transportes fluviais para Tróia em SetúbalVai limitar o acesso dos setubalenses à Península
O documento, aprovado por unanimidade, sublinha que os aumentos dos bilhetes de passageiros e viaturas “criam sérias dificuldades aos que usam este meio de transporte para se deslocarem para os seus postos de trabalho nas duas margens do Sado e aos que fazem da praia da península o seu local preferido de férias”.

Por Jornal Rostos
A moção salienta também que os aumentos “afastam, irremediavelmente, da península aqueles que são os principais parceiros no desenvolvimento sustentado de Tróia”, reforçando que “o complexo turístico e as indústrias associadas, como já ficou provado no passado, não podem sobreviver sem a colaboração dos setubalenses e das populações da região”.
A Câmara Municipal de Setúbal, refere a moção, “não pode deixar em claro mais esta decisão”, que, apesar de “rejeitar que seja essa a intenção da Atlantic Ferries [empresa concessionária], mais parece ser tomada também com o objectivo de proceder a uma selecção social, baseada na capacidade económica dos que querem visitar o complexo turístico de Tróia”.
Relativamente à alegação de a concessionária do transporte fluvial estar a prestar um serviço público sem qualquer apoio, a Autarquia lamenta “a pressão implícita que é exercida sobre o Estado para que apoie financeiramente” a empresa.
“A empresa sabia, quando assumiu a concessão, que estava obrigada a prestar um serviço público de transporte e conhecia todas as condições em que o tinha de o fazer”, destaca o documento.
A Câmara Municipal de Setúbal considera que “o transporte fluvial está intimamente ligado e é uma componente fundamental da lucrativa concessão da exploração da zona de jogo de Tróia, que, de acordo com as previsões dos responsáveis da empresa concessionária, deverá gerar lucros, em 2011, de 10 milhões de euros”.
Neste sentido, e atendendo às dificuldades financeiras invocadas pela Atlantic Ferries para justificar o aumento dos bilhetes, a Câmara Municipal de Setúbal “considera que seria adequado voltar a discutir as contrapartidas previstas na Lei pela entrega da concessão de jogo e analisar a possibilidade de essas contrapartidas serem também consagradas ao reforço de um serviço que sirva, de facto, o interesse público nos transportes fluviais para Tróia”.













